O zagueiro Marcelo, que veio do Sport para reforçar o Londrina até o final da Série B do Campeonato Brasileiro, disse ontem que encara a transferência como ‘uma coisa do destino e uma obra divina’. Na véspera do jogo diante do Náutico, na semana passada, no Recife, Varlei de Carvalho sugeriu que procurassem um jogador para reforçar o time reserva no coletivo contra os titulares.
Marcelo nem sabia que começava a arrumar um novo emprego. O técnico gostou tanto da atuação dele que imediatamente o recomendou ao clube. O Sport exigiu apenas R$ 2,5 mil para emprestá-lo, sem que estipulasse o preço do passe. ‘‘Só que eu estou aqui para ficar’’, avisa Marcelo, que chegou sábado e no domingo acompanhou os 3 a 0 sobre o União - resultado que levou o Londrina à liderança do Grupo A. O time recebe o Atlético-GO, domingo, no Estádio do Café.
Ontem pela manhã, Marcelo concluiu os exames médicos e assinou o compromisso que o prende temporariamente ao Londrina. À tarde, participou de uma série de corridas e de exercícios no Estádio Vitorino Gonçalves Dias (VGD). ‘‘Parece que aquele treino (no Recife) vai mudar minha vida. Isso é coisa do destino. Obra divina. É como se me dissessem: vai lá para vencer no futebol do Sul, uma vitrine que pode me projetar na carreira’’, disse o zagueiro à Folha. ‘‘Acho que eu tenho condições de vestir a camisa de um grande clube do País, mas, se o Londrina subir para a Série A, não saio mais daqui.’’
Acostumado ao forte calor do Nordeste, Marcelo confessa que, ao desembarcar em Londrina, estranhou o frio exagerado no fim-de-semana. ‘‘Quando vi aquela chuvinha gelada, pensei: Essa, não... Mas agora o sol apareceu. Me contaram que aqui é um região quente, do jeito que eu gosto. Vou me adaptar fácil’’, prevê o pernambucano Marcelo, de 22 anos e 1,84 m de altura, que manda um recado aos atacantes adversários. ‘‘Não aliso ninguém. Meu estilo é de pegada.’’ Valder, Ivanildo e Carlos Alberto que se cuidem. Marcelo garante que vai brigar pela posição. ‘‘Respeito meus companheiros, mas não sou um cara acomodado.’’
Joãozinho Paulista, 26 anos e 1,85 metro de altura, outra novidade do treino de ontem, ficará em observação até o final da semana. O desempenho do meia-atacante impressionou o preparador físico José Carlos Venturini, que prefere aguardar alguns dias para avaliá-lo mais detidamente. ‘‘As situações de um coletivo são bem diferentes’’, justifica Venturni.
Joãozinho Paulista iniciou a carreira no Sãocarlense (92-93) e, em seguida, esteve no São André (94), Maringá (95-96), Avaí (campeão catarinense em 97) e Apucarana (97-98). Recentemente, esteve no Sevilha, mas, como as inscrições no futebol espanhol só recomeçarão em dezembro, preferiu retornar ao Brasil. Além disso, o Sevilha já mantém cinco estrangeiros no grupo.

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