São Paulo, 21 (AE) - O Corinthians se prepara agora para o que os jogadores consideram o passo mais importante na conquista do título da Taça Libertadores da América. Antes mesmo de saberem se nas quartas-de-final vão enfrentar Vasco ou Palmeiras, os corintianos já comentavam: quem ganhar o próximo desafio será o campeão da Libertadores.
"O futebol brasileiro está em um nível técnico muito acima dos outros países da América do Sul", comentou o meia Marcelinho Carioca nos vestiários do Pacaembu após a fácil vitória do Corinthians por 5 a 2 sobre o Jorge Wilsterman da Bolívia. "Sem dúvida o time brasileiro que passar pela próxima fase será o campeão, basta lembrar que o desafio mais difícil que o Vasco teve na conquista da Libertadores do ano passado foi nos confrontos contra Grêmio e Cruzeiro."
Marcelinho acredita que o próximo jogo do Corinthians na competição será bem diferente do que foi a partida de hoje. Nós soubemos fazer com que o jogo contra o Wilsterman ficasse fácil para nós", avalia Marcelinho. "Procuramos marcar o adversário e garantir a vitória ainda no primeiro tempo porque sabíamos que se tomássemos um gol a coisa ia ficar complicada."
Os próprios jogadores do Corinthians comentaram no intervalo que a pressão que o time exerceu sobre o Jorge Wilsterman no primeiro tempo da partida de hoje lembrava os ataques da OTAN sobre as tropas Iugoslavas. O bombardeio aéreo promovido sobre a grande área da equipe boliviana foi intenso. O alvo demorou para ser atingido. "Deixamos o adversário no sufoco, pegando sempre as bolas rebatidas e jogando o tempo todo no campo deles", destacou o meia Ricardinho, um dos destaques da vitória corintiana. "Jogamos com muita solidaridade entre nós."
O atacante Edílson também ficou satisfeito com o espírito de união demonstrado pelos jogadores do Corinthians. "Assim que tem de ser: todo mundo cooperando em campo e a torcida nos incentivando nas arquibancadas", afirmou Edílson. "Só depois que o placar estava definido houve um certo discuido, sinal de que tem de estar ligado os 90 minutos", lembrou o goleiro Nei.
O mais assediado após a partida foi o zagueiro Nenê. Autor de dois gols, o mais novo contratado do clube começa a sentir o gosto de cair nas graças da torcida. Nenê contou que ficou sabendo que começaria jogando algumas horas antes do jogo. Até então, ele disputava um lugar na equipe com Márcio Costa. "Era a chance da minha vida", salientou.
"Acho que soube aproveitar bem a oportunidade que me foi dada."
Os jogadores do Jorge Wilsterman ficaram conformados com a eliminação da equipe na Libertadores. "Sabíamos que só teríamos chances de nos classificar se tivessemos vencido o jogo de Cochabamba aproveitando a altitude", comentou o zagueiro Alberto Carvalho que, como o atacante Sérgio João, também é brasileiro. Responsável direto pelo lance que originou o segundo gol corintiano, quando deu a bola de presente para Dinei, o jogador do Wilsterman revelou: "O Corinthians é meu time do coração".

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