Marcelinho treinou por 15 dias em Barcelona
Com um estilo arrojado e bastante ofensivo, Marcelinho Tebet Filho se consolidou como grande promessa do tênis brasileiro em 2010. Entre as conquistas, duas mais expressivas o alçaram ao sétimo posto no ranking brasileiro infanto-juvenil na categoria 14 anos.
Ele faturou a segunda edição da Copa Itaú, disputada em maio, em Pinhais, na região metropolitana de Curitiba. O torneio contou com a participação de 998 jovens de 654 instituições de ensino do Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e São Paulo.
Ele também ajudou o Paraná a ser campeão nacional em sua categoria no Campeonato Brasileiro Infanto-juvenil 2010, disputado em Brasília, no mês passado, na Academia de Tênis Resort. Além disso, chegou à final do torneio individual sem perder nenhum set, mas abriu mão do título porque tinha uma viagem marcada para Barcelona para um período de treinamentos na Academia Sanchez-Casal, conquistado com o título da Copa Itaú. Ele até que tentou antecipar a decisão contra o catarinense Guilherme Zago, do Instituto Larri Passos, que não concordou.
Marcelinho desembarcou em Londrina esta semana após 15 dias na terra de Rafael Nadal, número 1 da ATP. Ele aprovou o treinamento na academia do espanhol Emílio Sanchez e pôde ver que seu tênis não deixa a desejar em relação aos rivais europeus. Ele viajou com outros 31 jovens tenistas que se deram bem na Copa Itaú.
Foram duas semanas de treinos puxados de manhã e à tarde. ''Lá os treinamentos são mais pesados e tem bastante parte física. A técnica deles é diferente de qualquer outro lugar, mas vi que estou perto do nível deles. Se treinar bastante e ter boa cabeça, chego nesse nível'', afirmou Marcelinho, que é fã de Guga e se inspira no suíço Roger Federer. ''Tenho o estilo dele, porque ataco bastante e subo muito para a rede, como ele faz''.
Marcelinho treina com o pai, Marcelo Tebet, mas isso não é garantia de moleza nos treinamentos. Pelo contrário. ''Ele sabe que quando estou na quadra, não sou mais o pai e exigo bastante, assim como dos outros. Se tiver que dar bronca e mandar embora do treino eu mando, mas ele também trabalha com o José Guilherme Danelon (outro treinador da academia do Country)'', garantiu o pai/técnico. ''Ele pega muito mais no meu pé do que os outros treinadores e isso é sempre bom'', completou Marcelinho. (T.M.)





