São Paulo - O mundo é o limite para os integrantes da nova geração do basquete brasileiro. Grande parte dos jovens e altos atletas tem o mesmo objetivo de seguir carreira no exterior, repetindo os passos do único brasileiro bem-sucedido nessa tentativa o cestinha Oscar Schmidt, que recusou convite da NBA, mas se consagrou nos 13 anos em que jogou na Europa (atuou na Itália e Espanha), sempre conciliando com as temporadas da seleção brasileira.
Além dos jovens pivôs de 19 anos, Anderson Varejão, de 2,09 metros, que cumprirá mais um ano de contrato com o espanhol Barcelona, e Maybyner Nenê Hilário, de 2,10 metros, que assinará contrato com o Denver Nuggets, da NBA, agora é a vez do armador Marcelinho, de 2,00 metros, buscar espaço na liga norte-americana.
Marcelinho, que está com a seleção brasileira o grupo inicia hoje, em Uberlândia-MG, os treinos para o Mundial de Indianápolis, a partir de 29 de agosto pedirá liberação ao técnico Hélio Rubens Garcia para disputar a Summer League pelo Portland Trail Blazers, da NBA, de 11 a 26. ''É um torneio com equipes da liga americana para os 'olheiros', uma porta de entrada diferente para a NBA, destinada aos que têm mais de 23 anos'', explica Marcelinho, de 27 anos. O draft é o caminho para atletas que deixam a universidade, mais jovens regra que também vale para os estrangeiros.
Marcelinho, que passou uma semana treinando em Portland e foi escolhido para integrar a equipe na Summer League tem uma expectativa positiva. ''Os integrantes do Portland disseram que eu levo vantagem por ser um armador alto, de 2 metros, e ainda elogiaram a minha visão de jogo. Para mim é muito importante esse torneio. Acho que na NBA a minha melhor chance é no Portland, mas também estarão na Summer League vários 'olheiros' da Europa.''
O armador, que jogou a última temporada com o Fluminense, do Rio, decidiu não negociar com nenhum clube brasileiro até que sua situação no exterior esteja clara.
Nenê, que participa de um camping do Denver, entre os dias 15 e 18, deve assinar contrato no dia 17.

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