São Paulo - Tudo estava combinado antes da partida: se fizesse um gol, a comemoração seria irreverente. E quando a bola partiu para o gol, Marcelinho Paraíba não teve dúvidas de que entraria, pela trajetória fez, uma curva para morrer dentro do gol. Correu em direção ao banco de reservas e chamou o outro Paraíba, Carlinhos. E simularam uma capoeira no gramado do Serra Dourada, enquanto os jogadores vibravam com o primeiro gol diante do Goiás. ''Quando eu era novo já praticava. Brincava na rua e depois tive um professor, mas foi apenas por um ano'', revela Carlinhos, que é de Rio Tinto, no litoral norte paraibano. Já Marcelinho é de Campina Grande, no agreste.
Mas após a festiva comemoração veio a virada e os paulistas perderam por 2 a 1. Só que a partida serviu para os dois atletas terem mais esperanças no segundo semestre. ''Estou triste por não termos conseguido a vitória, mas, individualmente, foi uma partida boa para mim. Todo jogador precisa de ritmo e confiança. Adoraria ter uma sequência de jogos'', afirma Marcelinho.

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