São Paulo, 2 - Herói da reabilitação corintiana e novo capitão do time, com a suspensão de Rincón, Marcelinho Carioca atribuiu a vitória ao retorno do espírito de solidariedade entre os jogadores, que reuniram-se no vestiários após a palestra do técnico Oswaldo de Oliveira, antes do jogo, para cobrarem mais raça um do outro. Segundo ele, o time entrou em campo com outro ânimo, entregou-se à marcação, abdicou das vaidades e por isso venceu.
"Voltou a vontade de vencer, a alegria: todo mundo correu e todo mundo brigou, disse Marcelinho. "Nós vínhamos sentindo a pressão da ausência de vitórias; o resultado nos deu mais tranquilidade, afirmou o técnico Oswaldo de Oliveira, aliviado.
Sua preocupação agora é preparar o time para o jogo decisivo de terça-feira, contra o Vélez Sarsfield, pela Copa Mercosul. O Corinthians precisa vencer e torcer por um empate entre Grêmio e Independiente.
Oswaldo pretende levar o grupo de atletas para Atibaia na quarta-feira para fazer um trabalho de reciclagem de treinamentos até o jogo contra o Paraná, domingo, em São Paulo. "É o momento de darmos mais atenção à preparação da equipe em todos os aspectos: emocional, físico, técnico, tático, disse. "Essa intertemporada será muito útil ao time.
PORTUGUESA - Os jogadores da Portuguesa não conseguem explicar o que está acontecendo com o time. Ontem, mais uma vez a equipe foi superior ao adversário mas não soube chegar ao gol. "Está difícil encontrar uma explicação", lamentou o meia Alexandre, após a sétima partida consecutiva da Lusa sem uma vitória. "Estamos tentando de tudo em campo mas a bola não entra." Para Simão, capitão da equipe, a Portuguesa precisa urgentemente se livrar da maldição do jejum de vitórias. "Não entendo: nossos adversários chegam e conseguem concluir com sucesso", destacou Simão.
"Nossas bolas não entram de jeito nenhum, assim fica difícil." O técnico Zagallo elogiou o comportamento dos jogadores no clássico contra o Corinthians. Disse que o adversário foi superior no primeiro tempo mas a Lusa conseguiu reverter o domínio na segunda etapa. Ele preferiu não comentar o lance em que o zagueiro Nenê tirou sobre a linha de gol a bola desviada por Alexandre. "Não sei se aquela bola entrou, mas nem adiantaria reclamar também", conformou-se o treinador.
"Estamos tendo muito azar", acrescentou o treinador, que sofre resistência de um grupo de conselheiros da Portuguesa que pede a sua saída.
Ontem, Zagallo colocou o auxiliar Luís Carlos Prima no banco de reservas em detrimento do preparador físico Luís Inarra
que ficou nas tribunas. "O Prima é meu assistente e tem condições de aquecer um jogador", justificou Zagallo.
A pressão que Zagallo tentou impor ao árbitro Alfredo dos Santos Loebeling durante a semana, destacando que a Portuguesa é sempre prejudicada pelas arbitragens, desta vez deu resultado. Loebeling teve uma atuação eficiente e procurou acompanhar as jogadas sempre de perto, para provar que não está mal condicionado fisicamente.

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