Recife - O jogador Marcelinho Paraíba, que acaba de ajudar o Sport a voltar à elite do futebol brasileiro, passou o dia preso ontem. O atleta foi indiciado por estupro, suspeito de tentar beijar e agredir uma mulher de 31 anos. Marcelinho deixou o Presídio Padrão de Campina Grande, o Serrotão, no início da noite, depois que o juiz Paulo Sandro de Lacerda, da 5 Vara Criminal de Campina Grande, expediu o alvará de soltura.
De acordo com o delegado Fernando Zoccola, caso condenado, o jogador pode passar de 6 a 10 anos preso. Ele considerou que, mesmo sem ter chegado ao ato sexual, devido às mudanças no Código Penal Brasileiro a tentativa de ter uma relação com a mulher pode ser interpretada como estupro.
Segundo Zoccola, a suposta vítima afirmou em depoimento que o crime aconteceu de madrugada em uma festa no sítio do jogador em sua cidade natal, Campina Grande, para comemorar a ascenção do Sport à Série A do Campeonato Brasileiro.
Segundo ela, Marcelinho forçou um beijo e a agrediu, puxando seus cabelos. A mulher apresentava cortes na boca e foi levada para a Unidade de Medicina Legal (UML) para ser submetida a um exame de corpo de delito.
Em sua única declaração, Marcelinho disse ser inocente e informou que só falaria em juízo. O advogado Afonso Vilar negou as acusações. ''Em 20 anos, nunca vi ninguém ser preso por causa de um beijo'', disse.
Além de Marcelinho Paraíba, outros três amigos foram detidos durante o tumulto. Eles foram indiciados por resistência à prisão e desacato a policiais militares e poderão ser soltos mediante o pagamento de fianças de R$ 1 mil para cada.

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