Marcelinho, o presente para o centenário
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segunda-feira, 09 de março de 2009
Dimas Rodrigues<BR> Equipe da Folha 
A tristeza pela derrota de 1 a 0 para o J.Malucelli durou um pouco mais de 24 horas para a torcida coxa-branca. Ontem, parte da torcida se deslocou até o aeroporto para recepcionar o atacante Marcelinho
Paraíba, 33 anos, contratado como o principal reforço para o ano do centenário do clube.
E como todo bom presente, o torcedor teve que administrar a ansiedade antes de abrir o sorriso pela nova aquisição. O vôo que trazia o jogador atrasou em duas horas, tempo em que cerca de 30 torcedores ensaiavam, no formal hall do aeroporto, os gritos para receber o jogador que despontou no São Paulo, brilhou no Grêmio e depois se consagrou como um ídolo na Alemanha, quando em 2005, no Herta Berlim, foi eleito o principal atleta da temporada.
De volta ao Brasil para atuar no Flamengo, o jogador oscilou bons e maus momentos e, insatisfeito com salários atrasados, deixou a Gávea para acertar com o
Coritiba. "Tive outras propostas, mas o Coritiba é um time que tem história, está no ano do centenário e espero corresponder buscando títulos", disse o jogador, em concorrida entrevista no desembarque em Curitiba.
Marcelinho deverá acertar um contrato até o fim da temporada no Alto da Glória e estima-se que, por 10 meses, deva receber R$ 1,5 milhão, valor não confirmado pela diretoria alviverde. O jogador, que veio com a esposa e os empresários, adiantou que não pretende deixar o clube antes do fim do ano, especialmente na metade do Brasileirão, quando reabre a janela para transferências internacionais. "Primeiramente vamos resolver, já está tudo acertado verbalmente, mas pode ficar tranquilo que o que tiver no contrato, vou cumprir até o fim. Minha vontade é ficar aqui bastante tempo", disse o jogador.
O atleta, que gosta de pintar o cabelo constantemente, nos braços da torcida, não descartou a hipótese de colorir o visual com as cores alviverdes. "Mais para frente quem sabe", disse, ainda surpreso com tamanha receptividade. "Não esperava essa recepção calorosa, estou muito feliz", emendou o jogador.
O status de estrela, entretanto não vai lhe garantir a titularidade. Ao menos é o que deixou claro o técnico Ivo Wortmann. "Salário não escala jogador", avisou o técnico.
Ao deixar o aeroporto, antes super-receptivo, um dos torcedores resumiu o que todos esperam. "Marcelinho, eu quero agora ver gol", gritou.


