Marcelinho leva pedrada no braço
PUBLICAÇÃO
domingo, 28 de novembro de 1999
Por Arnaldo Ribeiro e Dinoel Marcos de Abreu 
São Paulo, 28 (AE) - O meia Marcelinho levou uma pedrada no braço direito no momento em que a delegação do São Paulo chegou ao Morumbi, por volta das 17 horas. Assim que o ônibus aproximou-se do portão principal do estádio, os torcedores corintianos, mesmo em minoria naquele setor do Morumbi, jogaram pedras e outros objetos na delegação. Uma pedra quebrou um dos vidros. O problema só não foi mais grave, porque a cavalaria do 2.º Batalhão de Choque interveio com rigor. Marcelinho, que estava sentado no lado direito do ônibus, na quinta fileira, foi atingido, mas sem muita gravidade.
Dez minutos depois chegou o ônibus do Corinthians ao estádio, que também foi recebidos por pedradas pelos torcedores do São Paulo, mas nenhum vidro foi quebrado.
O motorista em empresa Capriolli, que transportou dos jogadores do Tricolor da Concentração e Centro de Treinamento, na Barra Funda, até o estádio, disse que havia alertado os jogadores para que fechassem as janelas com as cortinas. "Assim
as pedradas seriam amortecidas pelas cortinas", disse o motorista do ônibus Alberto Pereira de Oliveira que, no último clássico entre Palmeiras e Corinthians, no primeiro semestre, pela Taça Libertadores da América, teve o mesmo tipo de problema. Na época, ele estava com os jogadores do Alviverde, e o ônibus foi atingido pelas pedras atiradas pela torcida do arquiinimigo, mas nenhum jogador se machucou.
Um soldado achou uma pequena de bomba de fabricação caseira, próxima ao portão principal do estádio, que, possivelmente, teria sido atirada pelos torcedores em um dos ônibus.
O jogo de hoje foi considerado de alto risco pela Secretaria de Segurança Pública. Por isso, o comando da Polícia Militar esteve no Morumbi. O comandante-geral da PM, o coronel Rui César Mello, foi ao estádio acompanhado pelo coronel Osvaldo e Barros, que comanda todos os Batalhões de Choque da PM. Mello e Barros estiveram em contato direto com o major Marinho, subcomandante do 2.º Batalhão de Choque, que chefiou o policiamento no Morumbi.
A PM levou 524 soldados ao Morumbi. O major Marinho disse que não houve incidente grave. "Apenas alguns tumultos, e brigas sem maiores consequências", disse o major.


