Marcelinho espera não repetir os erros cometidos em 1996
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 22 de fevereiro de 1999
Agência Estado 
Um dos poucos remanescentes da fracassada campanha do Corinthians na Taça Libertadores da América de 1996, ao lado do lateral Silvinho, o meia Marcelinho Carioca (foto) concluiu, naquele ano, que o torneio interclubes mais importante da América do Sul se ganha também fora do campo. Em 96, o time foi desclassificado pelo Grêmio, dirigido por Luiz Felipe Scolari, nas quartas-de-final. O time perdeu o primeiro jogo, no Pacaembu, por 3 a 0 e venceu o segundo, no Sul por 1 a 0. Nós perdemos a classificação no primeiro jogo, antes de entrarmos em campo, nos vestiários do Pacaembu, afirma Marcelinho. Segundo ele, o Corinthians tinha um time bom, mas o problema interno, ocorrido momentos antes do jogo, pôs tudo a perder. Apesar de Marcelinho não revelar o problema, o grupo em 96, com Edmundo e companhia, não demonstrava a menor coesão. Eduardo Amorim foi demitido no dia seguinte e a diretoria tinha vários problemas de relacionamento. Deu para tirar muitas lições desta Libertadores; não podemos repetir os erros agora, afirma Marcelinho.
Antes da desclassificação, o Corinthians viveu outro trauma na Libertadores de 96. Após o time derrotar o Espoli, no Equador, por 3 a 1, o avião que traria a delegação de volta ao Brasil sofreu um acidente, no aeroporto de Quito, quando o piloto teve de abortar a decolagem. Os jogadores entraram em pânico com a possibilidade de o aparelho explodir e vários deles feriram-se ao saltar do avião pelas saídas de emergência.
Desta vez, segundo o craque, o Corinthians tem um grupo mais unido, que pode superar até os problemas extracampo, como a instabilidade da comissão técnica desde o início da temporada. O Corinthians vai fazer um grande jogo contra o Palmeiras e vai chegar forte durante toda a Libertadores, aposta. O craque tem boas e más lembranças de confrontos importantes contra o Palmeiras. Em 1994, ele perdeu a decisão do Campeonato Brasileiro para o rival. No ano seguinte, Marcelinho comandou a equipe na conquista do Campeonato Paulista, em Ribeirão Preto. Fez, de falta, um dos gols da final.


