Marcelinho, em nova função, não agrada à torcida
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domingo, 16 de abril de 2000
Por Anderson Couto 
São Paulo, 16 (AE) - Marcelinho, o "100% Paraíba" do São Paulo, não está numa boa fase. Em menos de seis meses, deixou de ser um dos destaques da equipe para virar alvo das críticas da exigente torcida tricolor. O meia, antes artilheiro, hoje mal chega a assustar os adversários. No ano passado, com o técnico Paulo César Carpegiani, marcou 21 gols. Agora, com Levir Culpi, fez apenas três.
A explicação para tal queda no rendimento, segundo o próprio jogador, é fácil. "Em 99, atuava como atacante, com muita liberdade", lembrou. "Hoje, estou preso em uma nova função, que é a de criar e ajudar na marcação." A nova posição deve-se ao fato de o São Paulo já contar com três atacantes entre os titulares, França, Evair e Edu.
Para Levir, Marcelinho está sendo bem aproveitado, pois é dono do melhor preparo físico do grupo, o que lhe dá possibilidade de reforçar o meio-de-campo. O atleta garante estar feliz por estar entre os titulares. "Na verdade, o meu desempenho está sendo bom de uma outra maneira; estou jogando para a equipe", disse.
Mesmo assim, sem fazer gols, o meia passou a ser perseguido por parte dos torcedores. Domingo, diante do Guarani, por exemplo, deixou o campo para a entrada de Souza sob vaias. "A torcida exagera no começo; depois, o São Paulo ganha e fica tudo bem."
Copa do Brasil - A única dúvida de Levir para o jogo contra o Comercial-MS, quarta-feira à noite, no Morumbi, é o zagueiro álvaro, com dores nas costas. Como o São Paulo depende de uma vitória simples para classificar-se, a diretoria do clube decidiu baixar o preço dos ingressos, a pedido do treinador, que quer o "estádio cheio" para apoiar a equipe. O preço da arquibancada caiu de R$ 10,00 para R$ 5,00.


