Marcelinho e Alex nunca faltaram às convocações
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 26 de agosto de 2010
Daniel Brito<BR>Folhapress 
São Paulo - Os alas Marcelinho Machado e Alex atenderam a todas as convocações da seleção brasileira de basquete desde, no mínimo, 2001. Esse é o período de maior turbulência da seleção brasileira, que teve quatro técnicos, sendo o argentino Rubén Magnano, o atual comandante, o quarto da lista e o segundo estrangeiro.
Eles já estão em Istambul, onde, amanhã, às 15h30, a seleção brasileira enfrenta o Irã na estreia no Mundial-2010.
''Sei que, quando falarem da minha passagem pela seleção, vão lembrar dos resultados que não vieram'', comentou Marcelinho, 35. ''Se eu não atendesse a todas as chamadas, não falariam isso. Prefiro lembrar que faço o melhor que posso'', disse o ala do Flamengo. ''Falta conquistar uma vaga olímpica, mas tenho a consciência tranquila'', acrescentou Alex, 30.
Marcelinho vai para seu quarto Mundial. É chamado desde 1998, na Grécia. Com 22 anos, atuou em duas partidas e marcou só um ponto. Três anos depois, Alex foi convocado para a Copa América, na Argentina.
No Mundial-2002, nos EUA, Marcelinho foi o cestinha brasileiro, com média de 20 pontos. Alex mal jogou.
Junto com ele na reserva estavam quatro jogadores que compõem o grupo que disputará o Mundial turco: o armador Leandrinho, os pivôs Anderson Varejão e Tiago Splitter e o ala Guilherme debutaram em Mundiais.
Por divergências com a política da Confederação Brasileira de Basquete (CBB), por contusão ou por estarem em período de renovação de contrato com seus clubes, nem todos puderam representar o Brasil com tanta frequência quanto Marcelinho e Alex. Só Tiago Splitter foi tão assíduo quanto a dupla de alas.
Com a chegada de Magnano, Marcelinho perdeu o posto de capitão da equipe para o xará de sobrenome Huertas. Alex caiu no gosto do argentino e virou sub-capitão.
O atrito que tiveram na final do Novo Basquete Brasil (NBB) em junho, com Alex pelo Brasília e Marcelinho pelo Flamengo, não esquentou o clima entre eles na concentração da seleção. ''A gente fez o clima da final e a torcida não entendeu. Não existe problema entre nós'', garantiu Marcelinho.


