Rio de Janeiro - O jogador Marcelinho Carioca vive situação dramática na Arábia Saudita e, após desavenças com os dirigentes do Al-Nassr, está impedido de deixar o país. Os donos do clube pertencem à Família Real árabe e apreenderam o passaporte do atleta. Mais do que isso, a renovação de seu visto foi negada e cortaram a luz do apartamento onde mora.
Marcelinho rescindiu contrato com o clube em 26 de novembro, por causa do atraso no pagamento dos salários. ''Ele está como refém na Arábia'', disse o advogado do jogador, Marcos Motta.
Por telefone, Marcelinho não quis falar do assunto, mas deixou clara a apreensão pelos incidentes. ''Converse com meu advogado, por favor. Aqui, dentro de campo não tem problema nenhum'', disse. Em seguida, demonstrou preocupação com a repercussão do caso. ''O que o Marcos Motta falou com vocês? Escreva aí que está tudo bem dentro de campo, estamos arrebentando.'' A rescisão de contrato, porém, evidencia que a situação é outra.
De acordo com Marcos Motta, a Fifa já foi notificada do ocorrido e liberou o jogador para que pudesse voltar ao Brasil. ''Estão fazendo terrorismo com o Marcelinho e não querem deixá-lo ir embora'', afirmou Motta, que entrou em contato com a embaixada brasileira na Arábia Saudita para buscar ajuda. ''Porém, eles me disseram que não poderiam fazer nada porque a liberação teria de partir da Família Real, que é um dos donos do clube.''
Motta revelou que solicitou à Fifa a suspensão do Al-Nassr e da Federação Árabe de Futebol. ''Esta é uma situação muito séria. É um mercado rebelde em que os reis acham que mandam em tudo. Esta é uma excelente oportunidade para a Fifa regular este mercado'', disse o advogado, que deve viajar amanhã para a Suíça para uma audiência na sede da entidade.

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