Marcão promete comandar o Atlético
Curitiba - O guerreiro do Atlético Paranaense começou sua batalha no campo do inimigo. Com 18 anos, Marcos Alberto Stavinski, então lateral-esquerdo do Olímpico, time amador do bairro Xaxim, em Curitiba, foi convidado para um teste no Coritiba. Permaneceu por três anos. ''Fiquei chateado quando me mandaram embora'', disse Marcão. Depois de muito rodar, acabou no Atlético e, hoje, aos 30 anos, sonha com o título da Libertadores. ''Estamos muito confiantes.''
O São Paulo, contra o qual irá duelar na finalíssima de hoje, já foi seu time de coração na infância. ''Eu torcia para o time que ganhava. Teve a fase do São Paulo, do Fluminense, gostava muito do Botafogo e do Cruzeiro'', lembrou Marcão. ''Quando um time estava bem eu torcia, mas não tinha muita ligação.'' Ao contrário do restante da família, que era toda coxa-branca.
Um sentimento que foi alterado do ano passado para cá, quando Marcão foi contratado pelo Atlético, depois de passar pelo Rio Branco de Paranaguá, São Caetano, Atlético-MG, Santo André, Marília e Juventude. ''Mesmo que eu saia do Atlético, eles (os familiares) serão atleticanos para o resto da vida. Foi uma paixão'', afirmou o jogador. A mãe e os irmãos não perdem jogos na Arena.
''Quando estava em outros times eles torciam para mim, hoje há uma ligação direta com o clube'', reforçou Marcão. ''Meus irmãos, que torciam para o Coritiba, agora cantam com a torcida do Atlético. Mudaram da água para o vinho.''
O sucesso que Marcão vem conseguindo contagia a mulher, Márcia, que não perde jogos em Curitiba. E já se transfere para o pequeno Lucas, que completou cinco meses esta semana. ''Tinha prometido um gol para comemorar a gravidez, mas ele só aconteceu um dia antes de ele nascer, na estréia da Libertadores, contra o Libertad'', contou.
Marcão diz ser fã de Dunga e Romário, campeões mundiais em 94. O atacante, por ter sido ''o melhor em sua posição'', e o volante, ''pela raça em campo''.
De forma natural ganhou a braçadeira de capitão. Jogando como lateral-esquerdo, zagueiro ou volante, Marcão conquistou a confiança da torcida pela vibração e garra. Por isso, frequentemente é preservado das vaias quando o time está mal. ''Em todos os times que passei nunca faltou garra. Como o Atlético é um time de raça, me identifiquei com a torcida'', ressaltou Marcão. ''Minha marca é nunca desistir.'' (Agência Estado)





