Marcado na história
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terça-feira, 13 de dezembro de 2011
Rafael Souza <br> Reportagem Local 
O dia 25 de novembro vai ficar marcado na história da vida do personal trainer e montanhista Richards Moura, 29. Foi nesta data que o londrinense alcançou a maior glória da carreira, ao atingir o cume do Monte Aconcágua, ponto mais alto das Américas, com 6.962 metros de altitude, localizado nos Andes argentinos, a 112 quilômetros da cidade de Mendoza.
A saga de Moura começou no dia 14 de novembro, com a saída de Londrina rumo aos Andes argentinos. Dois dias depois, na companhia do amigo Ricardo Pirola, iniciou a subida. Foram exatos 10 dias de um frio intenso e muitas adversidades até o ponto mais alto da aventura. Nem a desistência do companheiro, que teve início de congelamento dos dedos dos pés, e a falta de água na reta final foram capazes de fazer pará-lo.
''Ele (Ricardo) foi homem o suficiente para dizer que ali seria seu teto, seu cume, seu limite após o limite'', elogiou o montanhista, que precisou comer gelo nas últimas cinco horas de subida para sobreviver e prosseguir. ''Foi uma decisão difícil, pois o gelo também poderia fazer mal. Mas graças a Deus, deu tudo certo. Foi um dia perfeito, iluminado'', comemora.
A determinação do personal trainer estava reforçada pela decisão difícil de abandonar a subida em sua primeira tentativa, realizada em dezembro de 2009. ''Desde 2006 comecei a estudar e almejava esta montanha. Em 2009, precisei interromper no sexto dia por conta de uma nevasca muito forte'', relembra o londrinense.
Na descida, que durou mais dois dias, um susto que quase estragou a festa. Exausto, o montanhista se descuidou e despencou mais de 20 metros por uma geleira. ''Foi um tombo feio. Poderia até ter sido mais grave pelas condições, mas levei sorte. Serviu para ficar esperto para o resto da descida, que é quando acontece grande parte dos acidentes fatais'', observa Moura, que ainda se recupera de escoriações nos braços e pernas.
Nada que o faça esquecer, no entanto, o momento vivido no ponto mais alto das Américas. ''Na hora, me veio uma bateria de energia tão forte. Não tinha forças nem para falar. Naquela adrenalina fiquei só de camiseta, pulava e corria feito um doido, e chorava de soluçar. Foi minha maior conquista, por se tratar de uma alta montanha'', relatou o londrinense, que já se prepara para um desafio ainda maior. ''Estou estudando o Kilimanjaro'', revela ele, citando o ponto mais alto da África, localizado no norte da Tanzânia.
Para viajar à Argentina, Moura contou com o apoio de: Londrisoft, Picwich, Poker Viagens, Fisioterapia Equilíbrio e Piraju Natação.


