Marcação mexicana atormenta Neymar
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quinta-feira, 09 de agosto de 2012
Mateus Silva Alves <br> Agência Estado 
Londres - O dia 3 de junho não foi fácil para Neymar. A seleção olímpica fazia uma excursão pela Alemanha e pelos Estados Unidos e vinha de convincentes vitórias sobre os times principais de Dinamarca e Estados Unidos. A partida contra o México, também com sua formação principal, tinha tudo para ser mais uma festa brasileira, mas tudo deu errado. Tomado de assalto por mexicanos, o estádio Cowboys, em Dallas, foi palco de uma atuação ruim do Brasil. E de Neymar, que foi impiedosamente anulado pelos defensores adversários e nada pôde fazer para evitar a derrota por 2 a 0.
Pouco mais de dois meses depois, eis que o craque do Santos terá o México de novo pela frente. É bem verdade que não se trata daquela equipe que o sufocou em Dallas nem o técnico é o mesmo, já que na Olimpíada o time mexicano é dirigido por Luis Fernando Tena, auxiliar de Juan Manuel de la Torre na equipe principal, mas ainda assim é de se esperar que a estratégia de marcar com rigidez o melhor jogador do Brasil seja repetida na decisão do ouro, neste sábado, em Londres. E Neymar terá de se virar para sair dessa marcação.
A atuação apagada no amistoso de junho incomoda tanto o atacante que ele não demonstra o menor prazer ao falar sobre o assunto. Neymar se recusa a admitir que caiu na rede armada pelos mexicanos e não demonstra preocupação com a possibilidade de aquilo acontecer de novo. ''Não foi só um problema meu, foi do time todo. Não conseguimos jogar naquele dia, mas agora é outra história, será um outro jogo. Vamos ouvir o que o Mano tem a dizer para que aquilo não se repita''.
Quem presta atenção às entrevistas do treinador da seleção já sabe o que ele tem a dizer. Em junho, Mano Menezes criticou o excesso de jogadas individuais de Neymar - a seu modo, sem citar o nome do jogador, mas criticou.
Solidário
Como nos Jogos Olímpicos Neymar tem se mostrado um jogador menos individualista do que de costume, especialmente nos jogos do mata-mata do torneio, Mano Menezes aposta que ele será bem sucedido em sua missão de superar a defesa mexicana e comemorará pela primeira vez um grande título pela seleção brasileira (com a camisa amarela ele só ganhou o Sul-Americano Sub-20).
E o atacante sabe que por mais que seus títulos pelo Santos sejam importantes, ganhar uma taça - no caso, uma medalha - pela seleção brasileira é outra história. ''Disputar uma final pela seleção é uma honra muito grande, estou muito, muito feliz. O mais legal é que isso tudo começou lá atrás, no Sul-Americano Sub-20 (que classificou o Brasil para a Olimpíada), perdendo as férias, ralando para caramba. E agora estamos aqui''.


