Maratona e pressão do centenário fazem Corinthians inchar elenco
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quinta-feira, 17 de dezembro de 2009
Rafael Reis<BR> Folhapress 
São Paulo - A perspectiva de disputar até 77 partidas em 2010 e a pressão para brigar títulos no ano em que completa seu primeiro centenário de fundação fizeram o Corinthians inchar seu elenco.
Até o momento, quatro reforços já fecharam com o clube: o lateral esquerdo Roberto Carlos (Fenerbahçe), o volante Ralf (Barueri) - apresentado ontem -, o meia Tcheco (Grêmio) e o atacante Iarley
(Goiás). O meia Danilo, ex-São Paulo, que estava no Kashima Antlers, tem acerto verbal. Além disso, a diretoria busca um zagueiro. Por outro lado, o Corinthians não negociou nenhum jogador.
Assim, necessariamente, o técnico Mano Menezes terá que deixar no banco alguns meda-lhões em 2010.
Para tentar evitar atritos no elenco e ciúmes por vaga no time titular, o Corinthians planeja promover um rodízio entre seus jogadores. Segundo o vice-presidente de futebol do clube, Mário Gobbi, a ideia é que cada jogador atue em, no máximo, 40 partidas no próximo ano. A formação do grupo de 2010 foi feita em duas etapas, a primeira em agosto e a outra em dezembro. Desde o Edu, que chegou no meio do ano, todos sabem que não vamos ter um time titular no próximo ano, disse o dirigente. Se você quer ganhar uma competição precisa ter banco. Ou o grupo é forte e ganha, ou você não ganha nada. Os que estão aqui sabem disso, dessa filoso-fia, completou Gobbi.
O Corinthians pode disputar, no máximo, 77 partidas oficiais em 2009: 38 do Campeonato Brasileiro, 23 do Paulista, 14 da Libertadores e duas do Mundial de Clubes da Fifa. Esses jogos ficarão espremidos em um calendário mais apertado do que o normal, devido à paralisação de mais de um mês para a Copa do Mundo.
O período do Mundial da África do Sul, entre junho e julho, não será necessariamente utilizado para dar descanso ao elenco. A diretoria corintiana pode aproveitar a paralisação dos campeonatos para disputar amistosos no exterior.
A ideia é utilizar as imagens de estrelas como Ronaldo e Roberto Carlos para ganhar generosos cachês em excursões fora do país e, assim, diminuir o deficit financeiro do futebol do clube.


