Maratona de viagens preocupa treinador da seleção brasileira
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domingo, 28 de março de 2004
Agência Estado 
Rio de Janeiro - O desgaste passou a ser um dos principais adversários da seleção brasileira para o jogo de quarta-feira, contra o Paraguai. Como a maioria dos convocados atua na Europa e só pôde ser liberada após os compromissos por seus clubes no fim de semana, muitos viajaram de 11 a 13 horas para o Brasil e, hoje, seguem do Rio de Janeiro e de São Paulo até a capital do Paraguai, Assunção, local da partida. Com a greve da Polícia Federal e as longas filas nos aeroportos, a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) decidiu retardar em quase duas horas a decolagem do vôo fretado da seleção, previsto para sair às 10 horas, do Rio e às 11 horas, de São Paulo.
Isso significa dizer que haverá menos tempo para o grupo ficar junto em Assunção. Embora nenhum treino esteja programado para amanhã, o técnico Carlos Alberto Parreira quer aproveitar o máximo de tempo possível para conversar com os atletas e falar sobre o time do Paraguai. Um vídeo com caracaterísticas individuais de cada atleta do rival sul-americano será exibido no hotel da delegação. O grupo realizará apenas um treino, amanhã, antes do jogo. ''Quero que os jogadores descansem bastante na segunda-feira. Vão estar sob o impacto de duas viagens longas; sem falar no tempo que devemos perder com as prováveis filas nos aeroportos'', disse Parreira.
Ele só anunciará a escalação oficial amanhã, mas até antes do término da rodada de fim de semana dos principais campeonatos europeus não tinha dúvidas na formação do time. A ausência de Kléberson, cortado por contusão, deixou o técnico mais à vontade para escalar Renato, do Santos.


