Baianos, paulistas, gaúchos, catarinenses, paranaenses. A 1 Matarona de Londrina, realizada ontem, foi marcada pela pluralidade de corredores. O evento reuniu 1.500 homens e mulheres de várias idades e que vieram de diversos estados para participar. A manhã na cidade foi marcada por três provas: a maratona - com um percurso de 42 km, a meia maratona - com um percurso de 21 km e uma prova de cinco quimômetros.
Claudemir Vilalta, presidente da Fundação de Esportes de Londrina, disse que o evento é de grande complexidade e que superou as expectativas da equipe organizadora. ''Além do lazer e da saúde muita gente visa o bem-estar. Isso é qualidade de vida e nós incentivamos esta prática'', afirmou.
Entre os corredores não faltaram elogios à organização da prova. A baiana Graciete Moreira Carneiro, de 32 anos, foi a primeira mulher a completar a maratona e afirmou que o percurso estava muito difícil. ''São muitas subidas e descidas e se a equipe de organização não trabalhasse bem a gente não conseguiria completar a prova'', disse.
Ela, que treina há três anos e nunca tinha disputado uma maratona, disse que pensou que não conseguiria terminar. ''Aos 32 quilômetros senti que minha musculatura travou, mas lembrei do treino e me concentrei. Aos 40 quilômetros vi que dava para ganhar e não acreditei quando cruzei a linha de chegada'', comemorou a atleta, confirmando que pretende voltar a Londrina em 2012.
Uma corredora que chamou atenção do público foi Ilda Alves dos Santos, 39 anos que, descalça, cruzou a linha de chegada em segundo lugar na maratona. ''Tirei o tênis no caminho porque estava machucando meu pé. Não era o tênis que ia me fazer parar. Já corri outras maratonas, mas descalça foi a primeira vez'', afirmou a paranaense de Sarandi.
Os atletas destacaram a dificuldade do trajeto. Claudir Rodrigues, 34 anos, veio de Santa Maria (RS) e foi o primeiro homem a completar a maratona, com pouco mais de 2 horas e 34 minutos de prova. Para ele, a Maratona de Londrina foi uma das mais difíceis já disputadas. ''Além do percurso, o clima seco também interfere na corrida porque o atleta perde muita energia, mas quero voltar no ano que vem e tentar repetir o resultado'', afirmou.
A londrinense Tatiane Raquel da Silva, de 21 anos, completou a prova de cinco quilômetros em 19 minutos e 29 segundos. Ela afirmou que corre há oito anos e que treinou bastante para alcançar este resultado. ''O percurso foi bom, sem muita subida. Valeu a pena tanto esforço. Agora vou me preparar para a prova do aniversário de Londrina'', destacou.
O coordenador geral do evento, Eugênio Zaninelli, disse que foram mais de 300 reuniões para que tudo estivesse acertado para o dia da corrida. ''Valeu a pena. A maratona é da cidade de Londrina, tivemos apoio de todas as áreas, fomos estudar a Maratona de São Paulo para que não houvesse falhas nas áreas do trânsito e da saúde. Ano que vem tem mais'', garantiu.

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