Rio de Janeiro - Seja qual for a modalidade, é mais do que normal as equipes que jogam em casa levarem vantagem sobre os visitantes. Mas no atual Nacional de basquete essa máxima tem extrapolado. Em 33 jogos realizados até o momento, apenas quatro equipes conseguiram a proeza de vencer na casa do adversário sendo que duas partidas eram clássicos regionais.
Mas o curioso é que o mando de quadra não tem sido o único motivo para justificar essa estatística. Em apenas duas semanas de competição, as reclamações não páram de pipocar. A principal delas é a formatação da tabela, criticada principalmente pelas equipes que não tiveram descanso, como é o caso da Ulbra/Torres, que em oito dias jogou cinco vezes, todas fora de casa.
''A tabela foi mal confeccionada e não poderia repetir a de 2004. Meu time está esgotado, pois nem nos playoffs da NBA uma equipe joga cinco vezes em apenas oito dias'', afirmou o técnico Daniel Wattfy.
Como resultado desta maratona, a Ulbra perdeu todos os cinco jogos que realizou. E a situação poderia ser pior se o time viajasse de ônibus. Estruturada, a equipe faz os deslocamentos de avião.
Segundo a Confederação Brasileira de Basquete (CBB), a tabela é ''geo-econômica'', ou seja, aproveita-se as viagens de uma equipe para realizar o maior número de jogos possível. A Ulbra atuou em Goiânia, Brasília, Rio de Janeiro, Macaé e Curitiba, antes de voltar a Torres.
A medida foi tomada desde o ano passado, quando a CBB deixou de bancar as passagens aéreas para os clubes. Neste ano, a entidade só custeia as viagens de ônibus por falta de verba. (Agência Lancepress!)

mockup