Marathon adia a decisão do Brasileiro
Marathon adia a decisão do Brasileiro
O time de Franca, do técnico Hélio Rubens, forçou novo jogo e ainda acredita na conquista do bicampeonato
Da Redação
e Agência Folha
O Franca/Marathon venceu o quarto jogo da série final do Campeonato Brasileiro de Basquete Masculino, ontem à noite, no ginásio de esportes Nelson Rueger, em Araras, fazendo 82 a 80, sobre o Ribeirão Preto/Coc. no primeiro tempo, a vantagem foi do Polti por 51 a 46. Agora, o playoff está empatado em 2 a 2. O quinto e decisivo jogo será amanhã à noite, novamente em Araras.
AprovaçãoO primeiro Campeonato Nacional masculino de basquete sob comando da nova gestão da Confederação Brasileira de Basquete recebeu análise positiva dos técnicos finalistas da competição. Hélio Rubens Garcia, do Marathon/Franca, considerou o campeonato um sucesso, e Jorge Guerra, o Guerrinha, do Polti-COC/Ribeirão Preto, fez mais elogios do que ressalvas. O único ponto falho citado em ambas as análises dos treinadores foi o pouco diálogo da CBB - presidida desde junho de 97 por Gerasime Bozikis, o Grego - com os clubes, principalmente no que diz respeito ao regulamento. A CBB deverá reformular alguma coisa no regulamento, em comum acordo com os clubes, afirmou Hélio Rubens, lembrando-se do problema de ginásio que afetou o Polti-COC nesta decisão. Por não ter um ginásio com capacidade para 5.000 pessoas para o playoff final, exigência do regulamento, o Polti-COC teve de se mudar: mandou o primeiro jogo em Araras (147 km de Ribeirão). O fato quase levou o diretor-presidente do COC (rede de colégios de Ribeirão), Chaim Zaher, a entrar na Justiça Desportiva contra a CBB, o que provocaria a eliminação da equipe do Nacional. Zaher pensa em não disputar o Nacional-99. O Grego tem muito bom senso, e com certeza da próxima vez não vai haver esse desgaste sobre a quadra. O projeto vai melhorando com o passar do tempo. É como o meu time, disse Guerrinha. Mas para que os próximos campeonatos sejam melhores, o treinador do Polti-COC ressaltou a importância de se conversar mais. Faltam reuniões com técnicos, jogadores, patrocinadores e imprensa, para se discutir sugestões, afirmou ele.
Os principais elogios dos técnicos foram em relação à arbitragem, ao cumprimento do calendário e ao número de participantes, que aumentou de 10 para 12. A arbitragem foi de nível, e tabela, cumprida, disse Guerrinha. Uma coisa que se temia era o aumento no número de equipes. Mas o nível técnico correspondeu, acrescentou Hélio Rubens.





