Pretória - A retirada de Verón da equipe argentina para o início do jogo contra o México causou um efeito dominó que fez balançar a confiança da imprensa argentina no comando de Diego Maradona para as disputas finais da Copa do Mundo da África do Sul. A Argentina venceu por 3 a 1, garantiu vaga nas quartas de final para encarar a Alemanha, sábado, na Cidade do Cabo, mas taticamente apresentou falhas que deixaram os críticos preocupados quanto ao futuro da seleção no Mundial.
Sem o experiente volante de 37 anos, Messi precisou ser colocado como armador, ficando muito longe da área mexicana. Ao mesmo tempo, o camisa 10 gosta de carregar mais a bola e com isso não acionou tanto o ataque, deixando Tevez, Higuaín e Di Maria à mercê da marcação.
Apesar do triunfo, Maradona admitiu que não gostou da produção do time na segunda etapa, quando os mexicanos tiveram boa parte dos 45 minutos com a posse da bola, principalmente depois do terceiro gol. Com o intuito de melhorar o passe, ''El Diez'' substituiu Tevez por Verón.
Retirou seu atacante mais atuante, que por várias vezes chegou a retornar até o campo de defesa para combater o avanço adversário. Sem o autor de dois dos três gols, o México se sentiu confiante para ir ao ataque, fez um gol com Javier Hernandez e teve outras duas ótimas oportunidades para diminuir ainda mais o placar.
Quando Maradona afirmou que vai escalar a melhor equipe para enfrentar a Alemanha, ''que é um time diferente do México'', muitos críticos argentinos passaram a acreditar que Verón poderá iniciar o jogo, mas no lugar de Di Maria. Com isso, Max Rodriguez, que é canhoto, seria colocado pelo lado esquerdo, ficando Verón pelo lado direito, ajudando Otamendi na marcação do perigoso atacante alemão Podolski. Messi poderia ficar mais à frente, municiando Tevez e Huguaín.
Além do problema tático, Maradona ainda convive com as eternas falhas de seu setor defensivo, que não poderão ser repetidas diante dos calculistas e eficazes rivais alemães.

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