Maracanã: 45% das obras concluídas
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quinta-feira, 12 de abril de 2012
Agência Estado 
Rio - A reforma do Maracanã atingiu 45% de conclusão, em análise feita ao fim de março. Os dados foram divulgados pela Empresa de Obras Públicas do Estado do Rio de Janeiro (Emop), responsável pelas obras de adequação do estádio para a Copa do Mundo de 2014. Com orçamento de quase R$ 860 milhões, o prazo para a entrega da arena está mantido em fevereiro do ano que vem.
O consórcio que realiza a reforma e a Emop vão iniciar no sábado uma série de visitações públicas do canteiro de obras. As pessoas que se cadastraram previamente terão acesso ao local onde futuramente vai ficar o campo de jogo. Acompanhando o público estarão o vice-governador do Rio, Luiz Fernando Pezão, o secretário estadual de Obras, Hudson Braga, e o presidente da Emop, Ícaro Moreno.
Mais de 5 mil operários trabalham em dois turnos para que o estádio fique pronto a tempo de receber os jogos da Copa das Confederações, em 2013, evento teste para o Mundial do ano seguinte. O Maracanã receberá sete jogos na Copa de 2014, incluindo a grande final.
Greve
As obras na Arena Fonte Nova, palco de jogos da Copa do Mundo de 2014 em Salvador, foram paralisadas na manhã desta quinta-feira pela segunda vez no ano - a primeira havia sido no início de fevereiro. Em assembleia realizada no local, os trabalhadores da construção civil pesada no Estado decidiram iniciar uma greve por tempo indeterminado para cobrar melhorias na proposta patronal de reajustes de salários e benefícios.
A regional baiana do Sindicato Nacional da Indústria da Construção Pesada (Sinicon) oferece 10% de reajuste salarial, aumento de R$ 130 para R$ 160 no valor da cesta básica e pagamento de 70% de adicional por hora extra.
Os integrantes do Sindicato dos Trabalhadores da Construção Pesada e Montagem Industrial do Estado da Bahia (Sintepav-BA) aceitam os 10% de reajuste, mas reivindicam R$ 250 de cesta básica, adicional de horas extras variando entre 80% (dias de semana) e 120% (domingos e feriados), além de seguro-saúde.
A Fonte Nova não é o único estádio da Copa que sofre com as greves atualmente. A Arena das Dunas, em Natal, e o Castelão, em Fortaleza, também estão com as obras paradas por causa das reivindicações dos operários por melhores condições de trabalho.


