Manobras fazem do Gama principal vítima
Agência Estado
De São Paulo
Se Botafogo-RJ e Inter-RS não tivessem ganhado no tribunal os pontos perdidos em campo para o São Paulo, a história do Brasileiro, hoje, seria bem diferente. O Tricolor, por exemplo, teria somado 38 pontos acabou com quatro a menos , e ficaria em terceiro lugar. Nas quartas-de-final, enfrentaria o Vitória (6º), com a vantagem de decidir a vaga no Morumbi. O Vasco (4º) é que pegaria a Ponte Preta (5º).
O mais prejudicado acabou sendo o Gama, rebaixado para a Série B no ano 2000. Sem a influência do tribunal em favor de Botafogo e Inter, o Gama teria mantido em campo sua presença na Série A e os cariocas estariam na Segunda Divisão. Os dirigentes do Gama contam, agora, com uma ação do São Paulo na Justiça comum para reaver os pontos.
Os brasilienses procuraram ser comedidos nos protestos. Segundo o presidente de honra do Gama, Wagner Marques, a Confederação Brasileira de Futebol não pode ser responsabilizada pelo rebaixamento da equipe, mas sim a Comissão Disciplinar. Três meses antes do início do campeonato, a CBF apresentou o regulamento da competição para todos os times, mantendo as regras até o final, sem permitir a virada de mesa, diz. Contudo, fomos prejudicados pelos pontos que Botafogo e Inter ganharam do São Paulo e esperamos o resultado do recurso que os paulistas devem mover.
O presidente da Federação Brasiliense de Futebol, Weber Magalhães, mostrou-se mais insatisfeito. Dentro de campo, fizemos a nossa parte; o problema é que a Comissão Disciplinar é dirigida por pessoas que não gostam de futebol, afirma. Segundo ele, o Gama ficou no 15º lugar, deixando para trás muitos times grandes, além de conseguir figurar entre os dez mais bem classificados na arrecadação, tendo obtido, por exemplo, a quarta melhor renda do campeonato, diante do Flamengo no Mané Garrincha, com 36 mil pagantes.





