Nova Jersey, Estados Unidos - Se em um futuro distante algum historiador do futebol decidir estudar o desempenho da seleção brasileira em 2012, provavelmente ele concluirá que o fato mais marcante foi a perda da medalha de ouro olímpica para o México. É justo, mas Mano Menezes, se vivo estiver, poderá argumentar que a temporada também teve coisas boas para a equipe nacional. A mais importante delas: o treinador finalmente encontrou a formação que, salvo acidentes de percurso, defenderá o Brasil na Copa das Confederações, no ano que vem, e na Copa do Mundo de 2014.
Mano Menezes atravessou a tempestade como se nada estivesse acontecendo e aos poucos foi moldando sua equipe. Primeiro ele deixou de lado jogadores que não estavam bem, como Ronaldinho Gaúcho e Paulo Henrique Ganso, e depois ''descobriu'' Oscar, apostou em uma dupla de volantes formada por dois jogadores técnicos (Paulinho e Ramires), abriu espaço para Kaká e, por fim, decidiu escalar o time sem um centroavante. Essa receita resultou em uma seleção ofensiva, que joga com a bola no pé e tenta sempre dominar as partidas. Foi o que se viu no amistoso contra a Colômbia, na última quarta-feira, que o Brasil só não venceu porque perdeu muitos gols.
Após o jogo, disputado em Nova Jersey, nos Estados Unidos, Mano Menezes elogiou seus comandados por jamais abandonarem a nova maneira de jogar da seleção, muito diferente dos tempos de defesa fechada e contra-ataques de Dunga. ''A cada jogo, o que mais importa é que a seleção não fuja da maneira que queremos que ela resolva os problemas. E isso me agradou quando encontramos dificuldades e saímos atrás no marcador'', comentou o treinador.
Embora ainda faltem sete meses para a Copa das Confederações, o treinador sabe que a preparação para esse torneio já está acabando. Antes de anunciar a lista dos jogadores que disputarão a competição, a seleção fará apenas mais três amistosos - o primeiro deles contra a Inglaterra, em Londres, em fevereiro do próximo ano.

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