São Paulo - Dispensado recentemente pelo Botafogo, o atacante Emerson Sheik tem o destino para 2015 completamente indefinido. Pelo menos são as palavras do técnico do Corinthians, Mano Menezes. Questionado sobre a situação do jogador, que estava emprestado ao Alvinegro carioca e tem contrato com o Timão até junho de 2015, Mano preferiu deixar a questão para a diretoria e foi econômico nas palavras.
"Isso é um assunto que cabe à direção do Corinthians tratar, não está na alçada do técnico", limitou-se a falar em entrevista ao ao programa "Bate-Bola" do canal ESPN Brasil.
Curiosamente o próximo adversário do Corinthians no Campeonato Brasileiro é o Botafogo, último clube de Sheik. Mesmo com o adversário em um momento delicado, Mano Menezes está confiante na vitória e não mostrou preocupação com qualquer sentimento de favoritismo que possa tomar conta do elenco corintiano.
"Quando o adversário tem a história como a do Botafogo não é tão difícil entrar motivado e focado. Quando o adversário não tem tanto, há de se trabalhar mais, pois no íntimo há esse sentimento nos jogadores de ser um jogo mais fácil. Mas de véspera ninguém ganha nada. O grupo está maduro e as derrotas contribuíram para isso. Não vamos mais deixar o que aconteceu no passado. Fomos bem contra o Cruzeiro. Mas o Botafogo é diferente do Cruzeiro, joga mais cadenciado", analisou.
O Corinthians está na quinta colocação com 46 pontos, mesma pontuação do Grêmio, hoje a última equipe que estaria classificada para a Libertadores do ano que vem.

AÇÃO TRABALHISTA
O zagueiro Paulo André, um dos líderes do Bom Senso FC - movimento dos jogadores pela melhoria nas condições de trabalho no Brasil -, entrou com uma ação trabalhista contra o Corinthians. Ele pede cerca de R$ 2,5 milhões em direitos de arena e horas extras trabalhadas nos domingos e feriados.
O departamento jurídico do clube confirmou, nesta quinta-feira, a informação dada no blog de Jorge Nicola. "Pagamos tudo a ele e tudo o que ele pediu foi atendido", disse o diretor jurídico do Corinthians, Luiz Alberto Bussab. A atitude de Paulo André não foi bem recebida pelos dirigentes.

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