Bogotá - Esqueça o tal time ideal. Mano Menezes surpreendeu a todos em Bogotá, no empate contra o Independiente de Medellín, e escalou uma equipe com formação mais defensiva em vez de colocar em campo a equipe que todos imaginavam que seria a de seus sonhos - com o quarteto ofensivo Tcheco, Danilo, Jorge Henrique e Ronaldo. O primeiro ficou de fora e deu lugar a Jucilei.
E que o corintiano se acostume, pois esta será a tônica na Libertadores: dentro de casa, um time que ataca muito e responsabilidade para vencer pela maior diferença de gols possíveis. Mas, fora, a marcação será priorizada. Esta é a receita da competição. ''É preciso você ter uma segurança maior como visitante. Contra o Independiente, eu precisava de dois volantes mais marcadores, porque senão perderia o meio-de-campo. Agora, precaução não quer dizer que vamos abdicar de atacar'', diz Mano Menezes.
Desde o começo do ano, sempre que pode o treinador diz que tem 14 ou 15 titulares em sua equipe. E quando parecia ser aquele discurso apenas para motivar aqueles que seriam reservas, Mano prova que realmente tem mais de 11 jogadores que podem começar as partidas. Como usará formações distintas na Libertadores, dependendo do adversário e do local, são realmente 14 atletas com condição entrar jogando. ''O Dentinho, por exemplo. Todos me cobravam se ele era titular ou não, já que vem numa ascendente. Ele é titular. Sempre foi titular'', afirma o treinador.
Jucilei
Em pelo menos três partidas do Campeonato Paulista, Mano testou Jucilei como primeiro volante. A impressão inicial era de que o treinador não estava satisfeito com Ralf e Marcelo Mattos, os jogadores marcadores que tem para o meio-de-campo. Na verdade, o técnico queria ver como Jucilei se portava na função. já pensando em armar o time com dois volantes mais pegadores.
Mano diz ter aprendido na Libertadores que comandou o Grêmio, em 2007, que uma classificação é decidida fora de casa. No caso da primeira fase, somando o maior número de pontos. O ideal é ter de quatro a seis pontos como visitante, para somar nove em casa, chegar a 13 ou 15 e carimbar a vaga. No mata-mata, empatar ou perder de pouco marcando gols no domínio rival podem decidir a passagem de etapa.
''No Grêmio, vencemos um jogo fora de casa e chegamos na final. Vamos estar forte em todas as partidas. Mas é uma competição mais de estratégia do que de coração. Pelo menos até uma final'', avalia.
O time gaúcho só caiu na final para o Boca Juniors, quando levou 3 a 0 fora, na primeira partida, e desesperado, se abriu no Olímpico e perdeu de novo, por 2 a 0.
O próximo duelo corintiano na Libertadores já é na quarta-feira, novamente como visitante, contra o Cerro PorteÀo, no Paraguai. E Mano espera um jogo diferente. ''Vai ser mais pegado, mais brigado, menos jogado. Como será também no Uruguai contra o Racing.'' Alessandro, que não pegou o Independiente por causa de dor muscular, deve voltar na vaga do improvisado Marcelo Mattos.
Antes, no domingo, o rival é o Santo André, na Arena Barueri, pelo Paulista.

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