Mano está atento ao Brasileirão
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quarta-feira, 25 de agosto de 2010
Agência Estado 
São Paulo - Ao contrário do que fazia Dunga quando estava no comando da seleção brasileira, o técnico Mano Menezes tem sido figura frequente nos estádios durante a disputa do Brasileirão. Disposto a dar chance a todos jogadores que se destacarem, ele revelou ontem que está atento aos jogos do campeonato nacional, sem esquecer das disputas estrangeiras.
Mano Menezes, por exemplo, esteve no Pacaembu no último domingo, onde assistiu ao clássico entre Corinthians e São Paulo, e um dia antes foi ao Engenhão para ver a partida entre Botafogo e Avaí. Enquanto isso, o seu assistente técnico na seleção, Sidnei Lobo, viajou até Curitiba para acompanhar o duelo entre Atlético-PR e Flamengo também no domingo.
O fato de acompanhar de perto os jogadores que atuam no Brasil está diretamente ligado ao projeto de renovação da seleção e de valorização do futebol jogado no País, que Mano considera uma fonte inesgotável de novos talentos. O treinador, inclusive, admitiu que muitas vezes vai ao estádio para ver um jogador e acaba se encantando pelo futebol de outro.
''O técnico tem que estar atento a tudo. Eu fico atento a tudo e é normal que alguém que você não estava esperando chame a atenção'', disse Mano, em entrevista ontem na TV Bandeirantes. Nesse trabalho, ele conta com o apoio dos auxiliares Sidnei Lobo e Rafael Vieira, que também vão aos estádios com frequência. ''Nós estamos mapeando todos (os jogos) para observar bem.''
Distante do povo
Durante essa mesma entrevista, Mano reconheceu que o distanciamento promovido por Dunga entre os jogadores da seleção e os torcedores durante a disputa da Copa do Mundo na África do Sul não foi o ideal. Segundo ele, o antigo treinador poderia ter adotado um regime mais flexível, que seria benéfico para todos os envolvidos.
''O sentimento que eu, como torcedor da seleção, tive do lado de cá (no Brasil) é o de que a seleção esteve um pouco distante do povo, pois o que a imprensa faz é trazer uma satisfação sobre aquilo que o torcedor quer ouvir. Os nossos jogadores ficaram um pouco distantes do torcedor brasileiro. E eu disse agora na seleção que não custa nada o torcedor se dirigir ao torcedor que está ali parado esperando por um autógrafo'', afirmou Mano.


