Itu - No primeiro treino tático comandado por Mano Menezes, já com um esboço de time de 2009, ficou nítido que caberia ainda mais uma contratação para o elenco do Corinthians. Uma carência que pode fazer muita falta no decorrer da temporada: um meia-armador. A diretoria corintiana, no entanto, exalta a manutenção da base de 2008 para apostar alto em 2009, agregada aos seis reforços estrategicamente contratados, segundo Mano - falta chegar somente o argentino Sérgio Escudero, porque o clube ainda não depositou os US$ 500 mil (R$ 1,1 milhão) da primeira parcela ao Argentinos Juniors.
O treinamento foi apenas em metade do campo, com nove jogadores na linha. Os titulares jogaram apenas com um zagueiro, Jean. William estava com dores no pé e foi poupado. Já Chicão se recupera de uma gripe e treinava fisicamente ao lado de Ronaldo e Douglas em outro campo. Esses três voltaram de férias acima do peso e estão fazendo um trabalho diferenciado na pré-temporada.
E foi a ausência de Douglas que chamou a atenção. Foi quando se percebeu que o substituto que Mano tem para o camisa 10, um canhoto habilidoso, é o lateral-esquerdo reserva Wellington Saci. Que já atuou nessa função em algumas partidas da Série B e mostrou que não é bem o local de campo de sua preferência.
''O elenco está fechado. A comissão técnica acredita que não precisa repor posições'', explicou o vice-presidente de futebol, Mário Gobbi. E o treino tático ficou ainda pior porque Morais estava fora do time principal. Como está 125 dias suspenso por causa dos socos que trocou com rivais do Avaí no penúltimo jogo da Série B e só voltará em abril - o recurso será julgado em 16 de janeiro -, a dupla de criação corintiana foi formada por Saci e Elias.
No jogo-treino desta sexta-feira, contra a União Barbarense, em Itu, Chicão, William e Douglas devem atuar. Já o amistoso contra o PeÀarol, que seria realizado no dia 17, pode não acontecer. O time uruguaio tem um jogo marcado com o rival Nacional pelo Torneio de Verão.
Perseguição
Enquanto isso, o centro das atenções segue sendo Ronaldo. Tanto que os jornalistas que precisam captar as imagens do craque para jornais, TVs e sites têm que se transformar em dois. Ronaldo está acostumado com flashes. Seja em treinos, jogos ou na intimidade, com os paparazzi europeus e agora brasileiros. As imagens trabalhando não irritam o craque. Ele costuma acenar, fazer caretas, mas usa a malandragem quando está cansado.
A obsessão por Ronaldo chega a ponto de uma emissora de TV levar três equipes, cada uma com seu câmera, para o treino. Duas ficaram o tempo todo ontem focadas em Ronaldo, para dois programas diferentes da casa. A outra acompanhou ''os normais'' no treino tático.

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