Hamburgo, Alemanha - Faltando dois anos para a Copa do Mundo, começa a fase mais delicada do técnico Mano Menezes na seleção brasileira. Neste sábado, a equipe enfrenta a Dinamarca em Hamburgo, no primeiro jogo da ''era Marin''. A princípio, a meta é formar o time para os Jogos Olímpicos de Londres - a seleção fará outros três amistosos em duas semanas. Mas ninguém esconde que não é só a medalha olímpica que está em jogo. Com um quarto dos jogadores convocados voltando de contusão, com apenas um treinamento, com a CBF sob nova direção e com uma série de quatro adversários de peso, Mano Menezes jamais esteve sob tanta pressão.
José Maria Marin assumiu o lugar de Ricardo Teixeira na CBF com o compromisso de que não mudaria nada, nem na organização da Copa do Mundo e nem na seleção. Em poucos meses, já abriu as portas ao governo na preparação do Mundial. Agora, ensaia uma intervenção direta na seleção e chegou a dizer que não queria Ronaldinho Gaúcho no time, exigindo ver a lista de convocados antes do anúncio.
O zagueiro Thiago Silva, principal nome hoje da seleção, foi claro ao ser questionado sobre a pressão de Marin sobre Mano Menezes. ''A seleção é feita de resultados. Se não temos isso, tudo pode ocorrer'', alertou o defensor do Milan. Marcelo, lateral-esquerdo do Real Madrid, chega a ser mais explícito. ''Vamos apoiar o treinador para que ele fique'', disse.
Os amistosos servirão para definir os 18 atletas que irão a Londres. Uma boa atuação contra os quatro adversários pode dar confiança ao grupo. Um resultado decepcionante, porém, deve aumentar ainda mais a pressão sobre o treinador.

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