Mano culpa gramado por revés ante paraguaios
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domingo, 17 de julho de 2011
Thiago Mossini <br> Enviado à Argentina 
La Plata - O técnico Mano Menezes culpou as condições do gramado pela falta de pontaria de seus jogadores nas cobranças de pênalti que definiram a eliminação brasileira na Copa América. Ele ainda afirmou que o time mandou na partida e que ontem não era o dia da Seleção. ''Não é preciso fazer uma análise das oportunidades perdidas, a não ser ressaltar que tivemos uma dificuldade muito grande na marca do penal. Dois atletas nossos tiveram dificuldades com o pé de apoio'', protestou o treinador.
''Falei isso na estreia contra a Venezuela que as condições não eram favoráveis. Não sei se na outra área estava melhor. Mas quando se erra quatro penalidades, é bom olhar dentro dos erros e deixar que corrijam os seus'', analisou.
Mano lamentou a grande quantidade de chances desperdiçadas durante o jogo e na prorrogação e pediu bom senso na hora de avaliar a desclassificação brasileira. ''Penso que é bom ter tranquilidade na hora da análise, pois na hora da derrota a tendência é sempre achar que tudo está ruim. Penso que não esta tudo ruim, pois evoluímos quando pudemos trabalhar um período pela primeira vez'', disse, em entrevista coletiva à imprensa internacional.
Hoje pela manhã, ele atende aos jornalistas brasileiros e logo após os jogadores estarão liberados. O Brasil volta a campo em 9 de agosto, para enfrentar a Alemanha, em amistoso a ser realizado em Stuttgart.
Otimismo
Em 2001, o Brasil foi eliminado da Copa América pela inexpressiva Honduras e, um ano depois, foi campeão mundial. Em 2004 e 2007, venceu a competição sul-americana, mas foi mal nas duas edições seguintes da Copa. Esse retrospecto foi a justificava de jogadores como o atacante Robinho e o goleiro Julio Cesar para manter o otimismo após a eliminação da seleção brasileira frente ao Paraguai.
''Todas as derrotas servem para tirar lições. Em 2007, a gente foi campeão. Chegou na Copa do Mundo, a gente perdeu. Vamos ganhar a Copa do Mundo no nosso país'', garantiu Robinho, melhor jogador e artilheiro da última edição da Copa América, realizada na Venezuela. ''Não é questão de ser supersticioso, mas o objetivo maior é sempre a Copa do Mundo'', completou Julio Cesar.
A boa atuação brasileira e o domínio durante os 120 minutos do jogo serviram de atenuantes para os gols perdidos e para o desempenho pífio na decisão por pênaltis, quando o Brasil perdeu as quatro cobranças que teve foi eliminado. ''Não é sempre que você consegue jogar bem, como foi hoje (ontem). Desde que o Mano chegou, foi a nossa melhor apresentação, mas fomos eliminados com uma apresentação dessa'', comentou Thiago Silva. (Com Agência Estado)


