Lausanne, Suíça - Mais de mil manifestantes protestaram diante da sede do Comitê Olímpico Internacional (COI), em Lausanne, na Suíça, ontem, para denunciar as medidas repressivas da China no Tibete. Os manifestantes, liderados por monges budistas com roupas tradicionais, exibiam cartazes e bandeiras tibetanas. Eles chegaram ao local com escolta policial.
''Parem de matar o Tibete'', ''Rogge, seu silêncio mata tibetanos'', afirmavam alguns cartazes, em referência ao presidente do COI, Jacques Rogge.
Os organizadores calcularam em 1.000 pessoas o número de presentes, mais que o dobro dos 400 esperados. Apesar da presença policial, a manifestação foi pacífica, ao contrário dos protestos do fim de semana em Zurique, quando a polícia dispersou com gás lacrimogêneo os manifestantes pró-tibetanos.
Em um comunicado, o COI considerou ''natural que os defensores dos direitos humanos e outras organizações se aproveitem do fato da China estar sob os holofotes por causa dos Jogos Olímpicos de Pequim''. ''Estamos firmemente convencidos de que os Jogos Olímpicos são um catalisador e que representam um desafio que Pequim e a China devem assumir''.
Os manifestantes deixaram no COI uma carta na qual pedem o fim do silêncio do Comitê a respeito da repressão contra os manifestantes pacíficos no Tibete. O texto também pede que a tocha olímpica não passe pelo Tibete, mas o COI se nega a alterar o itinerário da chama.

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