Curitiba - O momento mais tenso para os envolvidos na organização do mundial em Curitiba ocorreu justamente no primeiro jogo, no dia 16. Uma manifestação anti-Copa, convocada pelas redes sociais reuniu centenas de pessoas no centro de Curitiba, que caminharam até as proximidades da Arena, onde Irã e Nigéria se enfrentariam. O bloqueio policial, que só permitia a entrada no perímetro do estádio de pessoas que portassem ingresso para o jogo ou moradores da região devidamente credenciados, mostrou-se eficiente e os manifestantes ficaram a mais de um quilômetro da Arena.
No entanto, ao voltarem para o centro da cidade, os organizadores do protesto perderam o controle sobre "black blocs" que participavam do ato e houve vandalismo, com estações tubos, agências bancárias e lojas sendo depredadas. Quatorze pessoas foram detidas e indiciadas.
Na véspera da última partida, na quinta-feira, a elogiada estrutura de mobilidade ficou ameaçada, com o indicativo de greve de motoristas e cobradores do transporte público da cidade. Audiência de conciliação foi tentada no Tribunal Regional do Trabalho, mas não houve acordo e a greve foi deflagrada. No entanto, coincidentemente, o sindicato que representa motoristas e cobradores optou, pela primeira vez, adotar a estratégia da "catraca livre" para a paralisação. Assim, os ônibus acabaram circulando normalmente no dia de Argélia x Rússia e a passagem ainda foi gratuita para os usuários. Prefeitura, empresas e sindicatos não confirmam se houve algum acordo para garantir a circulação dos ônibus com essa nova modalidade de protesto.
Além da contenção dos manifestantes e da preocupação com a greve dos ônibus, o Centro Integrado de Comando e Controle Regional (CICCR) registrou outras poucas ocorrências sem maior gravidade. Furtos de objetos e ingressos de turistas estrangeiros e pequenas brigas entre torcedores
predominaram os registros, que tiveram, ainda, situações inusitadas, como o grupo de equatorianos que tomou um golpe em uma "boate" da cidade e o jipe apreendido na quinta-feira quando circulava em torno do hotel da seleção da Argélia com um falso míssil em cima. (R.P.)

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