Mancini aposta na conversa para recuperar o Santos
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quinta-feira, 23 de abril de 2009
Sanches Filho<br> Agência Estado 
Santos - Vágner Mancini não tem dúvida. No domingo, o Santos entrará na Vila Belmiro com moral elevado e pronto para ganhar do Corinthians na primeira partida da final do Paulistão. Até lá, porém, o que menos interessa ao treinador é levar o time para o campo, ensaiar jogadas ou corrigir erros de marcação. Sua preocupação é apagar da cabeça dos jogadores santistas o desastre da quarta-feira à noite, com a derrota em casa para o CSA e a consequente eliminação na Copa do Brasil.
Essa é a oportunidade para Vágner Mancini exercitar uma de suas especialidades: a motivação do grupo com palestras, exibição de filmes e conversas. A primeira sessão de terapia coletiva do Santos aconteceu na tarde de ontem, no anfiteatro do Hotel Recanto dos Alvinegros. O treinador falou com os jogadores por 40 minutos, sem a presença de dirigentes do clube.
''Temos que tirar lições do jogo com o CSA. Os atletas devem se perguntar o que poderiam ter feito. O fundamental é recuperar a confiança do grupo, o que vamos fazer com muita conversa'', explicou Vágner Mancini. Mas o estrago foi grande no Santos. A surpreendente derrota por 1 a 0, em plena Vila Belmiro, fez o clima santista passar instantaneamente da euforia para a depressão - ou seja, a vitórias sobre o Palmeiras, nas semifinais do Paulistão, acabaram ofuscadas.
''O sentimento não é de decepção, mas de que algo poderia ser feito. O Santos tem 97 anos e não acredito que essa seja a pior partida de sua história, como estão dizendo'', afirmou Vágner Mancini, que poupou apenas três titulares do Santos no jogo contra o CSA - Fabão, Paulo Henrique e Kléber Pereira, sendo que os dois últimos ainda entraram em campo no segundo tempo da partida de quarta-feira.
''Apenas substitui peças para as quais não tenho reposições'', disse o treinador, ao justificar as mudanças que fez no time. ''Terminamos o jogo com o time completo, à exceção de Fabão. Jogamos em cima do CSA e tivemos nove oportunidades reais de gol, mas existe o dia em que a bola não entra.''


