Manchester dá exemplo de 'business' no futebol
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terça-feira, 01 de junho de 1999
Agência Estado 
Não foi um simples capricho de gente rica ou a enorme paixão pelo futebol que levaram o magnata das comunicações, Rupert Murdoch, a tentar adquirir o Manchester United por US$ 1 bilhão, um dos mais tradicionais clubes do futebol inglês. A equipe, uma das mais tradicionais do futebol inglês é a mais rica da Europa, com um orçamento anual de US$ 150 milhões. Murdoch sempre pretendeu controlar a maior jóia do futebol business da Europa.
Sua vitória em Barcelona contra o Bayern de Munique, conhecida como o nocaute do século, conquistando de forma espetacular a Copa dos Campeões da Europa nos dois últimos minutos da partida, está contribuindo para restaurar o prestígio do futebol inglês fora de suas fronteiras, aumentando a expectativa desse país de ser escolhido para sediar a Copa do Mundo de 2006.
Hoje, o Manchester United, cotado em bolsa, é uma empresa de excelente saúde financeira, conseguindo um lucro líquido de US$ 32 milhões na temporada passada. Esse ano, essa cifra poderá ser multiplicada por três após os três títulos já obtidos - além da Copa dos Campeões, Copa da Inglaterra e Campeonato Inglês. O Manchester tem um currículo invejável: 11 vezes campeão da Inglaterra, nove Copas da Inglaterra, quatro copas da Uefa, duas copas dos campeões, 1968 e 1999.
Além do melhor ataque da temporada inglesa, 69 gols marcados, sendo que 31 feitos pela dupla de atacantes, Andy Cole e Dwight Yorke, sua média é de 2,3 gols por partida. A média de espectadores nas partidas do Manchester este ano foi de 55.000 mil torcedores.
O Manchester foi o primeiro clube cotado em bolsa, 49% do capital pertence aos torcedores. Só no ano passado, o clube recebeu só de direitos de televisão US$ 25 milhões, quantia que será sensivelmente majorada esse ano após a tripla vitória dessa temporada. Só nesses últimos cinco anos, o clube recebeu quase US$ 100 milhões de seus patrocinadores com direito de inscrever sua marca nas camisas do clube.


