São Paulo - O depoimento dado por Jorge Luis do Carmo, de 27 anos, colocou a torcida Mancha Alviverde na mira da polícia. O palmeirense foi identificado na última terça-feira no hospital Cruz Azul, na zona sul de São Paulo, e levado ao 2º DP de São Bernardo do Campo (SP), onde deu detalhes da emboscada a santistas feita no último domingo na altura do quilômetro 18 da rodovia Anchieta.
Indiciado por promoção de tumulto e associação criminosa, Carmo disse ao delegado Luiz Jesus de Castro que líderes da Mancha Alviverde convocaram sócios para se reunir primeiro em Diadema e depois em São Bernardo do Campo e que a intenção era "massacrar" os santistas. O objetivo da polícia agora é saber quem planejou e executou a emboscada. Cerca de 150 integrantes da organizada teriam participado da ação.
Durante a emboscada aos ônibus que levaram os santistas ao estádio do Pacaembu, onde as duas equipes se enfrentaram pela 29ª rodada do Campeonato Brasileiro, o palmeirense Leonardo da Mata Santos, de 21 anos, foi atropelado e morreu antes de chegar ao hospital. Pelo menos outros sete torcedores foram atropelados. A polícia, no entanto, ainda faz uma busca em hospitais para tentar identificar mais vítimas do atropelamento. Foi assim, por exemplo, que encontrou Carmo no hospital Cruz Azul.
O segurança Bruno Richard Clementino, de 24 anos, ligado à Torcida Jovem, do Santos, se apresentou à polícia na última terça como condutor do veículo da marca Audi que teria atropelado os palmeirenses. Ele estava com André Maceno Apocalypse, de 26 anos, filho da proprietária do Audi e que disse estar no banco do passageiro no momento da emboscada. Os dois prestaram depoimento e foram liberados em seguida.
A polícia, no entanto, não tem certeza que a versão apresentada pela dupla é verdadeira.

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