Malucelli está à espera do Tubarão
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sábado, 18 de setembro de 2010
Thiago Mossini<br>Reportagem Local 
Ele tem 52 anos, é muito amigo de um técnico decadente que já foi o melhor do Brasil e sócio de um dos maiores empresários do mundo do futebol. Ele também é a esperança de salvação do Londrina, que vive a pior crise em sua cinquentenária história. É nas mãos de Sérgio Malucelli que será entregue o futuro do Tubarão, que chegou ao fundo do poço e vê na terceirização a chance de se reerguer.
A decisão de entregar a gestão do clube à SM Sports deve ser oficializada no próximo dia 22. Nesta data, o Conselho de Representantes vai decidir se aceita a proposta feita pelo empresário. Uma parte dos membros deste conselho está reticente quanto ao acordo. Acham que é possível angariar 10 mil sócios, que contribuiriam com uma mensalidade de R$ 15. Entretanto, a decisão final será da Justiça Trabalhista, que é quem manda no Tubarão desde o fim do ano passado. E ela parece estar crente de que é a melhor alternativa.
Entre dezembro de 2009 e janeiro deste ano, a SM travou uma queda de braço com a Universe, de São Paulo, que acabou vencendo a disputa. O grupo paulista, entretanto, só fez o clube passar mais vergonha em campo e aumentou o número de credores alvicelestes. O contrato, que era de três anos, foi rompido e a SM foi procurada novamente.
Sérgio Malucelli, então, se interessou de novo pelo Londrina e a resposta para isso é simples. Ele construiu um moderno Centro de Treinamentos na cidade, com padrão europeu, e montaria uma nova equipe por aqui, sem história, sem torcida. ''Nós estamos em Londrina e, para nós, o Londrina é muito importante. Tem tradição, tem camisa e tem uma torcida fanática. O time que eu trouxer para cá vai ser difícil cativar o torcedor. E o investimento aqui é muito alto para termos outro time que não seja o Londrina'', reconheceu Malucelli.
Um dos entraves no primeiro namoro com a Justiça do Trabalho foi a realização das eleições para a diretoria executiva no Londrina. Na época, os interventores não abriam mão de fazer o bate chapa. Desta vez, entretanto, a eleição foi flexibilizada, podendo Malucelli indicar um candidato. ''Eu não posso investir um monte de dinheiro no Londrina e deixar tudo nas mãos de uma outra pessoa, que não conheço'', apontou.
Essa pessoa de confiança dele e de seu sócio, o uruguaio Juan Figger - é dono de metade dos negócios da SM -, é um velho conhecido do torcedor alviceleste. O ex-atacante Élber já gerencia a empresa de Malucelli em Londrina. Além disso, tem uma identificação com o Tubarão, já que foi revelado pelo clube e é ainda a maior negociação feita pelo Londrina em toda a história - foi vendido ao Milan em 1990 por 1 milhão de dólares. Questionado se o ex-jogador da seleção e do Bayern de Munique seria seu candidato, Malucelli não negou. ''É um bom nome'', disse. Élber está na Alemanha e retorna a Londrina esta semana.


