O técnico da Itália, Cesare Maldini, conhece muito bem a França e, por isso, sabe o que fazer para armar um bom esquema. Está convencido que desta vez é melhor mexer no time que vem ganhando. Embora prefira manter o mistério e só confirmar as alterações duas horas antes da partida, como manda o regulamento, já está certo que Gianluca Pessotto vai entrar no lugar de Albertini, com a missão de marcar o astro francês Zidane; enquanto Di Livio, substitui Moriero, em má fase.
Cesare Maldini não nega que estas mudanças fazem parte de uma guerra tática e confessa que não existem segredos entre as duas equipes, e a melhor estratégia pode levar a uma vitória. ‘‘Todos os meus jogadores estão em boas condições físicas e só resolvi pensar nestas mudanças por uma questão tática’’, revelou Maldini. ‘‘A partida poderá ser decidida por um detalhe’’, ele acredita.
A previsão de Maldini, pouca animadora para a torcida, é de um jogo amarrado, sem muitos gols. A vitória poderá vir de uma cobrança de escanteio, de falta, nada muito criativo. ‘‘A não ser que o talento de algum jogador venha fazer a diferença’’, afirmou. ‘‘Mas são duas equipes muito fortes e o equilíbrio deve prevalecer.’’
Para não correr riscos de uma jogada individual acabar com seus sonhos de disputar o título, Maldini não quer arriscar e vai marcar com atenção o astro do time francês Zidane. ‘‘É um jogador que merece respeito’’, disse. ‘‘Mas isso não quer dizer que temos medo dele.’’
Seguro de que pode encontrar o caminho para vencer a França, Maldini esbanjou confiança ontem. É um técnico experiente, diz não sentir o peso da responsabilidade de uma partida como esta e não tem porque deixar de acreditar no seu time. ‘‘Tenho de estar confiante’’, disse. Mesmo assim, Maldini tem certos receios: ‘‘Vamos enfrentar uma segunda Itália’’, disse, referindo-se ao fato de que, com tantos jogadores franceses participando do campeonato italiano, seus segredos possam ser desvendados pelo adversário.

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