São Paulo - Os africanos dizem, sem modéstia, que vieram a São Paulo para vencer hoje a 78 edição da Corrida Internacional de São Silvestre. E ninguém duvida. Além da confiança pessoal de que estarão no pelotão que vai liderar a prova e nos lugares mais altos do pódio , os próprios rivais apontam os atletas da África como favoritos. Desde 1992, das dez edições da prova, eles ganharam oito. Felix Limo, Robert Cheruiyot, Paul Kirui, David Cheruiyot e John Gwako, do Quênia, Sihen Sileshi, da Etiópia, e Shadrack Hoff, da África do Sul, formam o bloco do continente neste ano.
A corrida masculina será às 17 horas. As mulheres largam às 15h15, em frente ao Masp, na avenida Paulista, em São Paulo. Serão 15 mil os corredores na última prova do ano.
''Sempre são três ou quatro os corredores de primeira linha dentre os africanos. Não tem muita diferença no nível de um ano para outro. Uns não vêm, mas outros vêm'', afirma José Telles, de 31 anos, que já correu a prova cinco vezes (na melhor delas, ficou em 7º lugar em 1998).
O favorito é Felix Limo, dono da melhor marca mundial dos 15 km, a mesma distância da São Silvestre, com 41min29s (o recorde da prova em São Paulo é do também queniano Paul Tergat, de 1995, com 43min12s). O patrocínio da Ultracenter, empresa de segurança, será usado por Felix Limo, já que nenhum atleta recebeu cachê para competir a São Silvestre - o orçamento da prova, de R$ 580 mil, não foi suficiente para trazer estrelas internacionais, com cachês em dólar. A premiação é de R$ 99,6 mil, com R$ 17 mil para os campeões.
Felix Limo, de 23 anos, reclama de dor nas costas, mas acha que pode vencer. ''Sempre penso que vou chegar em primeiro.''
O diretor-técnico da prova, o ex-corredor dos 800 m Agberto Guimarães, aposta em um bom desempenho dos quenianos Robert Cheruiyot, de 24 anos, e Paul Kirui, de 22, e do etíope Sihen Sileshi, de 20. ''São jovens muito bons, estão inteiros e podem ganhar.''
Dentre os atletas que tentarão surpreender os africanos, o técnico Humberto Garcia cita Marílson Gomes dos Santos, o melhor brasileiro do ano passado (4º colocado), Vanderlei Cordeiro de Lima (5º em 2001), Rômulo Vagner da Silva, Elenílson da Silva e Adalberto Batista Garcia. Rômulo, que venceu os 15 km da última Gonzaguinha (com 44min20s), disse que está melhor agora do que no ano passado, quando foi o 7º colocado. ''Ou se vai para o tudo ou nada para tentar vencer ou se luta para ser o melhor brasileiro. Vai depender de como eu me sentir no início da prova.''


1990 - Arturo Barrios (México)
1991 - Arturo Barrios (México)
1992 - Simon Chemoiywo (Quênia)
1993 - Simon Chemoiywo (Quênia
1994 - Ronaldo da Costa (Brasil)
1995 - Paul Tergat (Quênia)
1996 - Paul Tergat (Quênia)
1997 - Emerson Iser Bem (Brasil)
1998 - Paul Tergat (Quênia)
1999 - Paul Tergat (Quênia)
2000 - Paul Tergat (Quênia)
2001 - Tesfaye Jifar (Etiópia)



1990 - Maria del Carmem (México)
1991 - Maria Luiza Servin (México)
1992 - Maria del Carmem (México)
1993 - Hellen Kimayio (Quênia)
1994 - Derartu Tulu (Etiópia)
1995 - Carmem de Oliveira (Brasil)
1996 - Roseli Machado (Brasil)
1997 - Martha Thenório (Equador)
1998 - Olivera Jevtic (Iugoslávia)
1999 - Lydia Cheromey (Quênia)
2000 - Lydia Cheromey (Quênia)
2001 - Maria Zeferina Baldaia (Brasil)

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