Se coletivos forem parâmetros para se avaliar um time de futebol, o Londrina do técnico Roberto Fernandes parou de evoluir. Além de pouco usar a vantagem de administrar o Estádio Vitorino Gonçalves Dias (local do jogo) o time não fez nenhuma atividade durante os últimos 10 dias no local , o Tubarão não mostrou futebol confiável no campo da Estância Ferraz, onde permaneceu durante toda a semana.
O gramado pesado equilibrou o confronto, que, por vezes, teve o domínio dos reservas. O meio-campo demonstrou pouca inspiração mais uma vez. Valdeir e Zaltron não conseguiram municiar Marcus Alemão e Negreti (o único garantido como titular amanhã). Foram testados na função também Paraguaio (um dos mais lúcidos da tarde) e Fábio Zeni. ''Desde quarta-feira, os jogadores sabem quem vai ou não jogar. Mas a divulgação é só no vestiário'', afirmou Fernandes. O meia-defensivo Germano foi vetado devido a uma contusão muscular, mas o zagueiro Márcio Santos treinou meia hora, nada sentiu e garantiu escalação.
Horário No derby, até horário é motivo de polêmica. Ao contrário do que foi anunciado ontem, quando a partida foi atrasada para às 17 horas depois de um pedido do Londrina à Lusinha (mandante do jogo), a Federação Paranaense de Futebol determinou a realização da partida às 16 horas. A entidade justificou a decisão porque o prazo legal para a mudança já havia esgotado. Ontem também foi divulgado o árbitro do derby. Será Antônio Denival de Moraes.
O horário foi motivo de polêmica quinta-feira, depois que o diretor de futebol da Lusinha, Amarildo Vieira Martins, disse que o LEC queria fazer a mudança porque o seu elenco não estaria bem fisicamente. ''Estamos preparados para jogar em qualquer horário'', assegurou o preparador físico do Tubarão, José Carlos Venturini.
Lusinha O técnico da Portuguesa, Cláudio Antunes, o Claudinho, pôde contar no apronto de ontem com o último reforço que chegou antes do derby. Desta vez, a Lusinha apostou na experiência de um jogador que tem extensa carreira no interior paulista e que já jogou em alguns países do Oriente Médio. O atacante Vítor, 30 anos, é mais uma opção ofensiva para Claudinho. Já brigavam pelas duas vagas no ataque Paulo Roberto, Caniggia, Marco Antônio e Émerson, que chegou quinta-feira.
A Portuguesa está praticamente definida. Os titulares treinaram ontem no 3-5-2: Nei; Henrique, João Renato e Roberto; Cassiano, Zé Roberto, Daniel, Marcian e Carlos Eduardo; Paulo Roberto (Marco Antônio) e Canniggia.

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