MAIS UM FRACASSO - Expulsão foi decisiva, alega Caio
PUBLICAÇÃO
domingo, 30 de maio de 2004
Guilherme Gouveia<br> Reportagem Local 
O torcedor do Londrina está assustado. Afinal, no sábado à tarde, o time sofreu a terceira goleada em seis rodadas na Série B do Campeonato Brasileiro. Neste ano, sempre que perdeu, foi por diferença de três gols ou mais. No sábado, a rotina se confirmou. Jogando no Serra Dourada, em Goiânia, o Tubarão caiu diante do Vila Nova por 4 a 1 e continua na zona de rebaixamento (22 posição) com apenas três pontos. Em relação as cinco campanhas anteriores, o rendimento da equipe nas primeiras seis partidas supera somente o time da Copa João Havelange, em 2000, quando a primeira vitória ocorreu na nona rodada (1 a 0 contra o Bangu, no VGD).
Ontem à tarde, a delegação desembarcou no aeroporto da cidade. E como não poderia ser diferente, a sensação de impotência, aliada à decepção, tomou conta de jogadores e comissão técnica. Foi um domingo de explicações. Para Caio Júnior, o técnico do Londrina, a expulsão do apoiador Jackson, aos 30 minutos do primeiro tempo, refletiu diretamente no resultado final. ''A expulsão foi decisiva, positiva para o adversário, e desencadeou a vitória do Vila Nova'', justificou.
Caio, no entanto, reconhece também que o comportamento do time esteve bem longe do que ele imaginava. ''O time infelizmente não esteve bem, muito aquém do que a gente queria. Individualmente alguns jogadores não estiveram bem.'' Em vez de criticar ou apontar falhas específicas, Caio preferiu analisar o que ele considerou de positivo. As entradas do volante Rogério, ainda no primeiro tempo, e do atacante Bolão, no segundo, são indícios fortes o suficiente para imaginar que o time poderá mudar durante a semana. ''Ainda é cedo para falar sobre isso, ainda tenho que pensar antes de tomar alguma decisão. Mas o Bolão e o Rogério nos deram uma resposta positiva, corresponderam dentro de uma situação adversa'', ponderou.
Da viagem de volta, Caio trouxe outra justificativa para explicar a goleada no Serra Dourada. Segundo ele, a inexperiência da equipe em competições nacionais também pesou. ''Essa foi uma constatação, a equipe é muito jovem e carrega uma carga de pressão excessiva. Na minha avaliação, eles ainda não estão preparados. O Vila, por exemplo, tem pelo menos cinco jogadores rodados, Então, não tem como cobrar deste jogadores mais jovens'', argumentou.
O treinador não quis antecipar se o esquema com três zagueiros, utilizado em Goiânia até a expulsão de Jackson, será mantido para o jogo contra o Mogi Mirim, sábado, às 16 horas, no Estádio do Café.
Reforços O tabu de 360 minutos sem marcar caiu no jogo de sábado Neném marcou o gol de honra do Londrina , mas a diretoria continua à procura de um artilheiro. Segundo o supervisor Antonio Nunes, o Lico, um atacante pode ser anunciado ainda hoje. ''Não vou falar em nomes enquanto não acertar o salário dele'', afirmou.
O presidente Carlos Alberto Garcia afirmou que o salário deve extrapolar o teto de R$ 3 mil mensais estabelecido pela diretoria. ''Se passar desse valor, a diferença será paga por algumas pessoas que estão dispostas a ajudar.''
EM GOIÂNIA
Vila Nova 4
Kiko; Bosco, Williams (Igo), Claudio Luis e Denis; Fábio Bahia, Itaqui, Luciano e Evandro (Almir Júnior); Vando (Sérgio Muller) e Jaques. Técnico: Evair
Londrina 1
Adir; Rodrigo (Rogério), João Renato e Fábio Carioca; Ivonaldo, Jean, Jackson, Neném e Leandro (Luiz Henrique); Cahê (Bolão) e Cézar. Técnico: Caio Júnior
Árbitro: Luís Nunes D'Ávila (MS)
Estádio: Serra Dourada
Gols: Claudio Luís aos 30 e Bosco aos 47 do 1º; Bosco aos 13 do 2º, Jacques aos 29 e Jackson aos 35 do 2º


