Los Cardales - As mesmas frases feitas de sempre, os pedidos de paciência e a justificativa de que o trabalho da seleção brasileira é a longo prazo, visando a Copa de 2014, no Brasil. Assim foi a entrevista coletiva concedida pelo técnico Mano Menezes ontem, um dia após a eliminação brasileira na Copa América da Argentina. Na única pergunta contundente, sobre o pífio futebol e rendimento da seleção sobre seu comando, ele se irritou, discutiu com o repórter, e deu uma resposta totalmente vazia.
''Você vai continuar insistindo nessas explicações de que o time está em evolução, que é um trabalho a longo prazo?'', questionou o repórter Sílvio Barsetti, do Estado de S. Paulo. ''Não vou continuar insistindo'', disse Mano.
A verdade é que o desempenho do time verde e amarelo é muito ruim na gestão do ex-corintiano, que completa um ano no cargo no próximo domingo. Em 12 partidas sobre seu comando, a Seleção não venceu nenhum adversário forte, de tradição. Ele conseguiu triunfar sobre Estados Unidos, Irã, Ucrânia, Romênia e Equador, única vitória brasileira na Copa América. Perdeu para Argentina e França e empatou com Holanda, Venezuela e duas vezes com o Paraguai. Mais do que isso, sua seleção não empolgou em nenhum momento, foi vaiada em vários momentos e conseguiu a proeza de perder quatro pênaltis na disputa contra o Paraguai, que resultou na eliminação da competição sul-americana.
Garantido no cargo pelo presidente da CBF, Ricardo Teixeira, que telefonou para Mano após a eliminação dando apoio ao treinador, o gaúcho deu como exemplo a Argentina para justificar sua permanência. ''Penso que vou ser criticado como os técnicos são criticados quando não vencem. Me sinto confiante, porque sei que estamos fazendo o certo. O presidente (da CBF) tem muito claro o que precisamos fazer e vamos continuar até que se pense diferente. Tenho uma autocrítica muito firme e o Brasil não vai chegar em 2014 cambaleando, vai chegar firme. Se sentir que em algum momento achar o contrário vou chegar ao presidente e falar. Penso que trocar não é a solução. A Argentina vem trocando há algum tempo e não se resolveram os problemas'', afirmou.

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