Moscou - O ministro do Esporte da Rússia, Vitaly Mutko, anunciou ontem que 272 atletas do país já foram liberados para competir nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro. Eles foram aprovados pelas federações esportivas de suas respectivas modalidades, seguindo os critérios exigidos pelo Comitê Olímpico Internacional (COI) para permitir a participação russa no grande evento.
"Até agora, 272 atletas foram definitivamente admitidos nos Jogos", disse o ministro. O número total será anunciado somente hoje. Inicialmente, a delegação russa teria até 387 esportistas. No entanto, a lista de atletas será reduzida em ao menos 100 por causa das punições aplicadas por doping nas últimas semanas.
A maior sanção atingiu o atletismo russo, banido da Olimpíada. Somente a saltadora Darya Klishina, que vive nos Estados Unidos, foi liberada para competir porque realizou exames antidoping, sem resultado positivo, fora da Rússia. A modalidade foi suspensa em razão de um escândalo revelado pela Agência Mundial Antidoping (Wada, na sigla em inglês), que apontou doping sistemático e com apoio de autoridades do governo no atletismo.
A Wada detectou irregularidades em outras modalidades e chegou a pedir a exclusão total da Rússia nos Jogos do Rio. Teve até apoio de diversos países para pressionar o COI, que acabou decidindo por manter o país na competição, porém com sérias restrições. Na prática, a entidade "terceirizou" para as federações esportivas de cada modalidade a decisão sobre liberar ou não os atletas russos.
Algumas federações adotaram uma linha dura, com a exclusão de grande parte da equipe russa de eventos como remo, canoagem e natação. Outros esportes, como judô e tênis, permitiram que todos possam competir. Essas decisões ainda podem ser alvo de ações na Corte Arbitral do Esporte (CAS, na sigla em inglês).

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