Rio - Referência do atletismo brasileiro, Robson Caetano trocou o País, depois dos Jogos de Seul (em 1988), pelos Estados Unidos ao saber que o estádio Célio de Barros corria risco de demolição. Era contra a ideia e agiu com rebeldia. Retornou ao Brasil meses depois ao receber uma proposta sedutora e a garantia de que a pista de atletismo do complexo do Maracanã permaneceria intacta.
Hoje, já aposentado, o medalhista de bronze (nos 200 metros rasos, em 1988) vê o drama de volta e não esconde a indignação. ''É lamentável. O Célio de Barros faz parte da história do atletismo brasileiro. É um absurdo'', disse à Agência Estado.
Um dos principais atletas da natação brasileira, Gustavo Borges ficou desapontado com a decisão de se demolir o Parque Aquático Júlio Delamare. ''Existe uma história ali, uma vivência''.
Borges, porém, entende as razões dos organizadores da Copa de 2014. ''Eles precisam de mais espaço ao redor do estádio. Em todos os países isso acaba acontecendo'', resignou-se o dono de duas pratas olímpicas, em Barcelona (1992) e Atlanta (1996). ''Como temos poucas estruturas, a gente acaba sentindo mais''.
Já Ricardo Prado, considerado o melhor nadador da década de 1980, aprova a demolição das duas instalações para atender às exigências da Fifa. ''Bati meu primeiro recorde sul-americano lá, mas esses equipamentos ficaram defasados'', afirmou o ex-atleta, prata nos Jogos de Los Angeles (1984), na prova dos 400 metros medley. (B.L/S.B./A.E.)

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