São Paulo - O São Paulo tem nesta quarta-feira a difícil missão de vencer a Ponte Preta por 3 a 0, pelo menos, para conseguir direto a vaga na final da Copa Sul-Americana, já que o time de Campinas venceu o jogo de ida, no Morumbi por 3 a 1. Se o time do Morumbi devolver o placar, a partida vai para os pênaltis. Já se fizer dois gols, a equipe se classificará com uma vitória de dois gols de diferença.
Para o volante Maicon, o São Paulo não poderá errar neste segundo jogo e terá de aprender com as falhas já cometidas. "Tem que jogar intensamente os 90 minutos, sem cochilar, porque se tomar um gol fica mais difícil. Temos que entrar atentos para não sermos surpreendidos", disse Maicon, que destacou que é preciso ter tranquilidade.
No domingo, após o empate com o Botafogo por 1 a 1, o técnico Muricy Ramalho disse que não utilizará vídeos motivacionais, pois os jogadores têm a obrigação de estarem animados. "Depois que acabou o jogo (na quarta), ele disse que não tem nada perdido. Que podermos ir lá e reverter. Sabemos que é difícil, mas não impossível", disse o volante.
O São Paulo se reapresentou no centro de treinamento da Barra Funda na tarde desta segunda-feira e apenas os jogadores reservas, que não atuaram os 90 minutos no domingo, participaram das atividades.
Rogério Ceni
Ao defender o São Paulo no empate por 1 a 1 com o Botafogo, Rogério Ceni fez história como o jogador que mais vezes vestiu a camisa de um mesmo clube em todo mundo, com 1.117 partidas ao total pelo time tricolor. Ele superou a marca histórica de Pelé, que contabilizou 1.116 jogos pelo Santos, e o fato motivou o técnico Muricy Ramalho a reverenciar o ídolo após o confronto válido pela antepenúltima rodada do Campeonato Brasileiro.
"O Rogério é aquelas coisas que acontecem no futebol e que gente não vai viver para ver outro cara igual. O futebol de hoje não permite mais isso, porque os jogadores não têm mais esse tipo de pensamento de permanecer no clube por muitos anos", disse o treinador, para depois enfatizar: "O Rogério é um fenômeno, senão não permanecia aqui também. Não está aqui por estar, está porque ganhou. Perdedor não tem lugar. Então a única coisa que se respeita no futebol é aquele que ganha. Como ele é um cara louco por trabalho, vai ser difícil ter outro jogador nesse nível jogando pelo mesmo clube".

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