São Paulo - A contratação do zagueiro Maicon junto ao Porto, confirmada na noite da última terça-feira, é a mais cara operação da história do São Paulo. Com o investimento de 6 milhões de euros, mais a cessão de 50% dos direitos econômicos de dois jogadores das categorias da base, o total da negociação deve chegar a R$ 30 milhões, valor parecido ao pedido pelo time português inicialmente para ceder. A cifra supera a contratação de Paulo Henrique Ganso, em 2012, por R$ 23,9 milhões.
O meia, ex-Santos, foi adquirido em agosto daquele ano após longa negociação. O São Paulo comprou 32% dos direitos econômicos dele e investiu diretamente R$ 16,4 milhões. O grupo DIS completou a transferência com os outros R$ 7,5 milhões e em contrapartida aumentou a parcela de participação na divisão dos direitos de atleta, ao passar a mesma de 55% para 68%.
A negociação por Maicon se arrastou nos últimos meses e concentrou esforços maiores desde a última sexta-feira. O diretor executivo de futebol do São Paulo, Gustavo Oliveira, viajou até Portugal para negociar com o Porto, clube detentor dos direitos econômicos e responsável por ceder o defensor por empréstimo até esta quinta-feira. As duas partes entraram em acordo somente no final da noite de terça.
O Porto aceitou liberar Maicon por cerca de R$ 22 milhões de reais e mais a participação de 50% dos direitos econômicos no lateral-direito Inácio e no zagueiro Lucão, ambos revelados nas categorias de base do São Paulo.
A garantia da permanência de Maicon, que deve assinar contrato de quatro anos, alivia a expectativa da torcida para a participação do zagueiro na semifinal da Copa Libertadores. No próximo dia 6 de julho, o São Paulo começa a decidir vaga na decisão ao enfrentar o Atlético Nacional, da Colômbia. O primeiro jogo do mata-mata será no Estádio do Morumbi, na capital paulista.

mockup