Magrão luta para entrar em campo e retribuir carinho dos colorados
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segunda-feira, 29 de junho de 2009
Agência Estado 
Porto Alegre - O relógio é o grande vilão de Magrão. O volante luta, desesperadamente, contra uma lesão muscular para estar em campo amanhã. E para ele o tempo voa. Defender o Internacional na decisão da Copa do Brasil contra o Corinthians e, acima de tudo, levar o time à Libertadores, virou obsessão para retribuir o maior carinho recebido de uma torcida em minha carreira.
Nascido em São Paulo, com números e apresentações respeitados pelo São Caetano, Palmeiras e Corinthians, Magrão encontrou no Sul, onde joga há dois anos, um reconhecimento jamais visto para um jogador de marcação. Tudo é diferente aqui, eles (torcedores) são muito apaixonados, o respeito e o tratamento com a gente é impressionante, afirmou.
Guiñazu, o outro volante, também é ovacionado nos jogos. Magrão não consegue andar com sossego pelas ruas de Porto Alegre. Não reclama. Agradece as palavras de incentivo com fotos, autógrafos e sorrisos. E uma promessa: Jogo a decisão até com dor.
Magrão não participou do últimos três duelos do Inter. Faz questão de frisar, contudo, que não está sendo poupado por causa de dores, como foi noticiado. Tenho uma lesão muscular no posterior da coxa direita. A dor incomoda muito e vem desde o jogo diante do Corinthians. Lá consegui ir até o fim, mas...,
lamentou.
Ele sabe que o técnico Tite precisa muito de sua presença. Sandro, também jogador de contenção, está com o mesmo problema, não jogará amanhã e a
marcação ficaria vulnerável sem ambos.
A vontade é em buscar o bicampeonato da América (a equipe ganhou em 2006), sonho que não se concretizou agora, no ano do centenário do Internacional. E a lição para aqueles torcedores que estão receosos quanto a um possível triunfo na decisão, ele tem exemplos de viradas guardados com carinho na memória. Perdemos na decisão do Gaúcho de 2008 por 1 a 0 para o Juventude, em Caxias, e fizemos oito no Beira-Rio. Sabemos que esse resultado não se repetirá, mas são várias as nossas viradas,
enfatizou.


