Magrão compara Palmeiras à família Scolari
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quinta-feira, 27 de fevereiro de 2003
Agência Estado 
São Paulo - Surgiu um líder no Palmeiras após a vitória sobre o São Caetano e a classificação para as semifinais do Paulista. Magrão, 24 anos, vem carregando o time nas costas, empurrando e motivando os companheiros, e, seguramente, é, ao lado do goleiro Marcos, o principal responsável pelo sucesso da equipe na competição. O herói alviverde trabalha, com o técnico Jair Picerni, para fazer no Palestra Itália o mesmo que Luiz Felipe Scolari fez no fim dos anos 90 e também na seleção durante a Copa do Mundo: montar uma família. ''Um dos pontos principais para se ganhar um título é a união e a seleção ganhou a Copa também porque era muito unida'', comentou o volante. ''Mas não é porque ganhamos do São Caetano que nosso grupo já se uniu, ele ainda está se unindo.''
Magrão assumiu a condição de comandante do Palmeiras, não se escondeu em nenhum momento e, por isso, ganha o reconhecimento dos companheiros. ''O Magrão pode ser definido como o símbolo da raça, o líder do Palmeiras'', analisou Claudecir.
Pode não ser um craque nem ter a capacidade de dar as pedaladas de Robinho, mas, de acordo com a comissão técnica, sua presença no time é fundamental. A boa fase lhe dá o direito de pensar em seleção brasileira. E as eliminatórias para a Copa de 2006 vêm aí, no segundo semestre. ''O Parreira deve estar vendo os jogos do Palmeiras, meu próximo objetivo é a seleção.''
No meio de 2002, Magrão foi dispensado do Palmeiras por Vanderlei Luxemburgo, porque pediu para ser substituído num jogo contra o São Paulo, pelas semifinais do Rio-São Paulo. O time acabou derrotado e Luxemburgo achou que o volante havia ''pipocado''. Ontem, o palmeirense falou pela primeira vez do tema. ''É verdade, minha saída tem a ver com aquele jogo, mas ninguém falou para a imprensa que eu estava gripado e que passei a noite toda tomando remédio e soro. Infelizmente, houve gente que se omitiu e não contou o fato, porque, talvez, quisesse mesmo que eu saísse do Palmeiras'', contou. ''Mas não tenho mágoa do Vanderlei.''
Outro ídolo, o goleiro Marcos disse que a diferença do Palmeiras-2002 para o Palmeiras-2003 é que vários jogadores do elenco do ano passado estavam acomodados e aceitavam a derrota passivamente. ''Hoje, temos jogadores que não são conhecidos, mas que assumem a responsabilidade.''
Claudecir voltou para casa feliz pela classificação, mas triste por mais uma expulsão, a segunda em duas semanas. Claudecir admite que está sendo imprudente em algumas jogadas. Há duas semanas, contra a Ponte Preta, recebeu dois cartões amarelos e acabou expulso. E, diante do São Caetano, levou um amarelo por reclamação com o árbitro e outro por ter dividido uma bola com o goleiro Sílvio Luiz. Acabou atingindo o adversário.


