Magrão comemora 'tarde abençoada'
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segunda-feira, 10 de dezembro de 2001
Agência Folha<Br>De São Paulo 
Desprezado no tempo em que jogava no Palmeiras, o atacante Magrão, 27, viveu ontem seu momento de redenção no futebol. ''Estava em uma tarde abençoada'', declarou.
Autor dos dois gols na vitória sobre o Atlético-MG, que classificaram o São Caetano a sua segunda final consecutiva do Brasileiro, o atleta prevê dificuldades maiores para a decisão contra outro Atlético, desta vez do Paraná.
''Jogar na Arena da Baixada (estádio do Atlético-PR) é difícil. O Atlético cresce muito em casa. Precisamos marcar bem e fechar os espaços. Também espero que não chova'', disse o atacante, em referência à dificuldade de jogar ontem, no Estádio Anacleto Campanella, em São Caetano, que ficou alagado com a chuva.
Casado com Márcia, filha de Nairo Ferreira, presidente do São Caetano, Magrão disse que sua situação na equipe do ABC não é favorecida pelo ''padrinho''.
''Sou casado com a Márcia há sete anos, bem antes de pensar em jogar no São Caetano. Mas sei que, se tivéssemos fracassado, eu seria cobrado em dobro'', brincou o artilheiro da equipe com 13 gols.
O técnico Jair Picerni destacou o bom jogo de sua equipe, apesar do estado do gramado. ''Jogamos com o coração. Mas não ganhamos nada ainda. Temos duas partidas difíceis pela frente e temos que continuar jogando do mesmo jeito: arriscando e buscando a vitória'', afirmou o treinador, que quer o time no ataque no jogo em Curitiba. ''Vamos lá para vencer. No ano passado, fomos bem, mas não ficamos com o título.''


