São Paulo - Desde que deixou as quadras, em fevereiro 2000, Magic Paula recebeu vários convites de trabalho - até para ser assessora do ministro dos Esportes e Turismo. Acabou em um cargo público, mas com um salário ruim, e no qual tem de ’emprestar’ seu nome e prestígio de campeã mundial, em 1994, e vice-campeã olímpica, em 1996, para executar suas tarefas. Há um ano, Paula, que completará 40 anos no dia 11 de março, pegou o Centro Olímpico de Treinamento e Pesquisa, administrado pela Prefeitura de São Paulo, ‘‘sucateado’’ e praticamente vazio - ‘‘se tivesse 150 frequentadores era muito.’’ Recuperou 60% da infra-estrutura e terminou 2001 com 1.167 praticantes.
‘‘Continuamos pobres, mas limpinhos’’, ironizou Paula, referindo-se à reestruturação do Centro Olímpico. ‘‘Estava muito sujo, sem condições de uso quando cheguei. Estava na UTI’’, resume. Sem orçamento, no ano passado, muito do que precisava obteve com o decreto do preço público - o aluguel do espaço, nas horas vagas, era trocado por tinta, piso, divisória, etc. ‘‘A Marathon reformou a sala de ginástica e a Unib fez o gabinete dentário. Uma igreja, que alugou o espaço no carnaval, fará a divisória do Departamento Médico.’’ O local tinha, inclusive, vazamentos que provocavam um gasto mensal de R$ 56 mil com a conta de água.
Este ano, o Centro Olímpico, com uma área com 50 mil metros quadrados, terá um orçamento próprio, de R$ 800 mil - R$ 300 mil serão gastos no conserto de 10 mil metros quadrados do telhado que cobre as quadras poliesportivas, a piscina coberta, a área do judô, a sala de ginástica, etc.
Apesar das melhorias feitas, Paula observa que o Centro Olímpico tem 25 anos de existência e precisa ser modernizado. A ex-atleta vai à Brasília esta semana para cobrar uma promessa de Carlos Melles, de liberação de verba de R$ 3 milhões, antes que o ministro se desencompatilize para disputar as eleições.

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